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SECRETÁRIO EXPLICA O DECRETO DE CALAMIDADE PÚBLICA: FAREMOS AGORA ANTES QUE FIQUE PIOR

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O Secretário de saúde de Sete Lagoas Claudio Buzu, convocou uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (8), para esclarecer o decreto Nº 5.518 de 2 de agosto de 2016 divulgado na edição de sábado (6) do Diário Oficial Eletrônico do Município.

Depois de uma repercussão imediata gerada entre os internautas que tiveram acesso à matéria, Buzu explicou o verdadeiro significado do decreto e os motivos que o levaram a tomar tal iniciativa.

O Sistema Único de Saúde é um convênio de grande porte, administrado pela união com a participação do estado, que contempla aos municípios. O SUS é o responsável por distribuir os recursos e repassá-los aos respectivos centros de saúde.

Valores gastos com a saúde
Valores gastos com a saúde

Com 232.107 habitantes, Sete Lagoas por sua vez é uma cidade Polo, ou seja, responsável por atender aos pacientes da cidade e de outros 39 municípios que no total somam aproximadamente 600 mil habitantes.

Distribuída a verba para as cidades, os hospitais realizam as consultas e tratamentos necessários e caso os valores são extrapolados no orçamento previsto, o governo federal reembolsa o município.

No entanto, no ano de 2015, o SUS deixou de repassar o reembolso, consequentemente, a responsabilidade de arcar com o valor do tratamento que excedesse ao estimado, passou a ser dos municípios.

Essa medida da esfera federal influenciou diretamente no caos da saúde, não só em Sete Lagoas, mas em várias cidades do país.

O município tem um credito de 3 milhões de reais com o governo federal referente à administração inicial da Unidade de Pronto Atendimento, a UPA, que na época não foram repassados. Contabilizando os débitos do estado e da união Sete Lagoas deve receber 11 milhões. Destes, 6 milhões consolidados, no entanto não existe previsão de quando acontecerá.

Um outro fator importante, é que com a alta do desemprego no país, muitas pessoas perderam seus convênios particulares, o que aumentou gradativamente os atendimentos pelo sus como comparativo, os Estratégia de Saúde da Família, (ESF´s) Itapuã I e II:

No ESF Itapuã I Eram atendidas 15 gestantes por mês, hoje são 32. No ESF Itapuã II de 17 gestantes hoje 45 são atendidas mensalmente.

Buzu comenta ainda que, cidades do estado de Tocantins por exemplo tem o dobro de recursos das cidades mineiras, o que mostra a necessidade de mudanças na política de repasse dos recursos.

O secretário explica que foi decretada a calamidade financeira da saúde, para que as esferas estaduais e federais tomem providências o quanto antes já que Belo Horizonte não está recebendo pacientes do polo de Sete Lagoas, “o que Belo Horizonte está fazendo é criminoso, matando pessoas e prejudicando a todo sistema de saúde, ” comenta.

As verbas anunciadas pelos Deputados Douglas Melo e Leonardo Quintão, não chegaram ao Município segundo Claudio, como foi noticiado.

Caso as verbas pendentes não sejam repassadas, as cidades vinculadas a Sete Lagoas não poderão receber o atendimento nos hospitais da cidade, “a prioridade é são as pessoas de Sete Lagoas, se a situação não se resolver teremos que restringir o atendimento as cidades vizinhas, não é justo tiram mais de 5 milhões do bolso dos sete-lagoanos,” ressalta.

Sobre o Hospital Nossa Senhora das Graças, “tivemos que fazer alguns cortes e modificações para gerar economia, mas isso não compromete o trabalho dos profissionais, garante.

Foi repassado 1,5 milhões ao hospital, hoje eles não estão com os caixas zerados.

Além disso, Buzu reduziu o número de médicos sobreaviso e horizontais, os primeiros são aqueles que recebem para ficar em casa e quando há necessidade vão para o hospital, o segundo é aquele profissional que passa no hospital uma ou duas vezes ao dia para acompanhar o quadro de quem está internado, esta medida gerou uma redução de 150 mil reais na folha de pagamento.

Uma outra medida que deve reduzir custos nos cofres públicos é o convênio com a Instituição de Cooperação Intermunicipal do Médio Paraopeba (CISMEP), no qual os médicos serão prestadores de serviço, ou seja só receberão se trabalharem e ainda será feita a reorganização para que o Centro de Especialidades Médicas, o CEM, possa realizar os procedimentos médicos, cerca de 700 mil reais serão economizados com esta formatação.

Ao todo são 2500 funcionários envolvidos nas 90 unidades de saúde da cidade.

Com os pés no chão, Claudio Buzu, sabe dos desafios que a saúde enfrenta, mas garante: “ a saúde em Sete Lagoas está buscando um ponto de equilíbrio.

Por Aline Teixeira

Barbara Dias

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Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.