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Programa Passando a Limpo recebeu nesta terça-feira, os pré-candidatos a prefeito, Saulo Calazans e Douglas Melo

O programa Passando a Limpo desta terça-feira (11) entrevistou os pré-candidatos a prefeito Saulo Calazans e Douglas Melo. Confira abaixo um resumo de como foram as entrevistas.

 

Saulo Calazans

A entrevista começou com o pré-candidato Saulo Calazans, do partido Rede Sustentabilidade, dando a sua opinião sobre a atual situação de Sete Lagoas. Para ele, a cidade virou um canteiro de obras, em um momento no qual a preocupação devia ser a saúde diante da pandemia de coronavírus. Ainda segundo ele, houve um atraso, por parte da administração municipal, na entrega dos leitos para tratamento da doença. “Quando eu vejo o prefeito indo inaugurar obras, abraçado com um ou outro vereador… essas coisinhas pequenas é que têm que mudar. Nós temos que fazer as obras dentro da possibilidade da prefeitura, mas fazer com constância, fazer dentro de um planejamento e não dentro de questões eleitorais”, opinou.

Para Saulo, ser prefeito não é uma vontade, mas, sim, uma necessidade diante da situação da cidade. “É uma necessidade porque a gente cansa de ver as coisas acontecendo”, diz.

Sobre a relação entre executivo e legislativo, Saulo acredita ser importante que haja alinhamento entre ambos. O que não pode acontecer, de acordo com o pré-candidato, é o prefeito atender apenas aos vereadores da sua base. “Nós temos dezessete vereadores eleitos, todos eles têm representatividade e conseguiram a eleição por maioria”, diz o entrevistado, comentado a importância de dar atenção a todos.

Foto: Reprodução

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Caso seja eleito, Saulo diz que deve pensar a questão do desemprego e do desenvolvimento da cidade. Para isso, o período de transição será importante para que ele possa se inteirar da situação da prefeitura.

Um ponto marcante em sua possível gestão, segundo Saulo, será a participação da população na definição das prioridades do orçamento municipal.

Saulo esclareceu durante a entrevista a sua situação partidária. “Eu era do partido Novo, que é um partido de direita… eu não estou saindo pelo Novo porque o partido restringiu em municípios com menos de 300 mil habitantes não ter candidato, e o partido que me abriu as portas e me deixou completamente a vontade para que eu monte a chapa como eu queira, que eu faça da forma como queira e faça as mudanças necessárias foi a Rede Sustentabilidade. Então, eu não sou de esquerda, o partido é de centro-esquerda”, explica.

Falando sobre quem deve estar ao seu lado como candidato a vice-prefeito, Saulo citou o nome do engenheiro Eber Luiz Padrão França. “Ele esteve comigo em outras ocasiões. Não está fechado, mas ele deve compor comigo uma chapa”, adianta o pré-candidato.

Douglas Melo

O segundo entrevistado do dia foi o pré-candidato Douglas Melo, do MDB.

Questionado sobre o por que os eleitores devem confiar os votos em sua candidatura, Douglas disse que “primeiro por enxergar Sete Lagoas com um potencial que é subutilizado até o momento. Eu estou no segundo mandato como deputado estadual e carrego comigo a certeza de ser um deputado que mais trouxe recursos pra cá, o trabalho que fizemos na segurança no tratamento de câncer, agora estamos fazendo na área de hemodiálise. Então, isso nos fez acreditar e ter a certeza que Sete Lagoas pode alcançar voos muito maiores do que aqueles que vem alçando nos últimos anos. Então, por ter esse potencial que vem sendo subutilizado, eu enxerguei que era o momento de eu sair do cargo de deputado estadual e me oferecer como pré-candidato a prefeito”.

Para ele, a cidade atualmente “tem muito mais problemas de gestão municipal do que simplesmente de recursos”. Ele comentou sobre a importância de o município ter um deputado estadual que olhe pela região, e disse que, caso seja eleito, um papel que irá assumir “é que Sete Lagoas tenha deputado estadual e federal novamente”.

“O que eu posso assumir aqui é que Sete Lagoas não ficará desamparada eu me tornando prefeito. Vários deputados estaduais da Assembleia Legislativa, e inclusive o Agostinho Patrus, já assumiram comigo o compromisso de ajudar Sete Lagoas enquanto eu estiver como prefeito até que a gente eleja outro deputado estadual daqui”, adianta o pré-candidato.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Sobre deixar o cargo de deputado para concorrer à prefeitura, Douglas disse que o motivo “é porque ser prefeito de Sete Lagoas não é um demérito pra ninguém. Nós temos que parar de jogar pra nossa população que prefeito que entra aqui tem que se aposentar. É o contrário. Eu quero fazer um trabalho tão bom a frente da prefeitura, que quero ter em meu currículo um mandato de sucesso pra eu alçar voos maiores na minha carreira”.

Com relação aos empregos, Douglas comenta que a cidade possui um índice de desempregados considerável, o que inclui os jovens, que mesmo com formação superior, não conseguem uma vaga na área. “Qual é o problema que existe em uma cidade com tantas faculdades como Sete Lagoas, em que se forma e não consegue um emprego da sua área? É porque a demanda de Sete Lagoas ainda é muito de interior. A prefeitura tem que assumir a responsabilidade pra fortalecer o comércio local, melhorar a estrutura do microempreendedor, mas pra atrair novos investidores também pra Sete Lagoas”, opina.

Ele acredita que a credibilidade conquistada junto às esferas políticas, tanto estadual e federal, é um ponto positivo que pode vir a beneficiar a atração de novos investidores para a cidade.

Durante a entrevista, o pré-candidato também comentou a situação do Hospital Regional, que se encontra inacabado em Sete Lagoas. Segundo ele, “a ideia é, quando nós colocarmos o Hospital Regional pra funcionar, e durante os primeiros meses ver qual a capacidade do município de gerir. Se for necessário, faz-se uma nova pactuação. Fazendo essa nova pactuação junto ao governo federal, melhora repasse federal para o município. Podemos buscar junto ao Estado também uma melhora, mas nós não podemos ter medo de abrir o Hospital Regional. Essa ideia de que o Hospital Regional vai quebrar Sete Lagoas não é verdade, ele é uma solução. Hoje, o Hospital Municipal sai caro e não se sabe a produtividade”.

Sobre a questão de cargos e funções na administração municipal, Douglas prega a meritocracia. Ou seja, a ideia do pré-candidato, caso eleito, é compor uma equipe por meios de parâmetro técnicos, que seja motivada ao ver as atribuições da prefeitura sendo realizadas em prol da cidade.

 

Para acompanhar a entrevista aos pré-candidatos na íntegra, clique aqui.

Da Redação

Barbara Dias

Barbara Dias

Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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