Arnaldo Martins Colunistas

Sua falta faz falta

Reprodução

– Um homem, comparecia assiduamente às reuniões de um grupo de amigos e, sem comunicar a ninguém, deixou de participar de suas atividades.

Depois de algumas semanas, um amigo, integrante desse grupo, decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria, e o amigo o encontrou na sua casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde o fogo estava brilhante e acolhedor.

Adivinhando o motivo da visita do seu amigo lhe deu as boas vindas e, aproximando-se da lareira lhe ofereceu uma cadeira grande em frente à chaminé e ficou quieto, esperando.

Nos minutos seguintes, houve um grande silêncio, pois os dois homens somente admiravam a dança das chamas em volta dos troncos de lenha que queimavam.

Depois de alguns minutos, o amigo visitante examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente escolheu uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para fora do fogo.

Sentando-se novamente, permaneceu silencioso e imóvel.

O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e também quieto.

Dentro de pouco tempo, a chama da brasa solitária diminuiu, até que após um brilho discreto e momentâneo, seu fogo se apagou em um instante mínimo.

Dentro de pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio. Era o preto pedaço de carvão morto já recoberto de uma camada de cinza espessa.

Nenhuma palavra tinha sido pronunciada desde a saudação inicial entre os dois amigos.

Antes de preparar-se para ir embora, o amigo visitante movimentou novamente o pedaço de carvão já apagado, frio e inútil, colocando-o novamente no meio do fogo.

Quase que imediatamente o carvão voltou a desprender-se em uma nova chama, alimentado pela luz e o calor das labaredas dos outros carvões em brasa e ao redor dele.

Quando o amigo visitante se aproximou da porta para ir-se embora, seu anfitrião lhe disse: “Obrigado pela sua visita e pelo belíssimo sermão”.

Retornarei ao grupo de amigos que muito bem sempre me faz.

Moral da história:

Aos amigos membros de um grupo, sempre vale a pena lembrar, que eles fazem parte da “chama” do grupo e que separados do mesmo perdem todo seu brilho.

Vale a pena sempre lembrar-lhes que também são responsáveis de manter acesas as “chamas do encontro” entre cada um dos seus membros e de promover a união entre todos eles, para que o fogo seja sempre realmente forte e duradouro.

Lembre-se: Uma família se mantém com a chama acesa quando os membros não esquecem que todos são importantes no barco da vida.

Cada madeira que constitui o feixe não é igual e nem queima da mesma forma, porém o conjunto emite luz intensa e aquece muito mais a todos e o ambiente que vivem.

Lembre-se: Nenhum de nós é melhor que todos nós junto.

 

Até a semana que vem se Deus quiser, e Ele há de querer.

Por Arnaldo Martins

Cebolinha

Arnaldo Martins

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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SILVA JUNIOR

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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