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Cientistas que sequenciaram coronavírus trabalham com chance de transmissão no Brasil

Cerca de 60 países e territórios já confirmaram casos da doença

As cientistas brasileiras que sequenciaram o genoma do coronavírus em apenas dois dias, trabalham com a possibilidade de surgir algum caso de transmissão dentro do Brasil. Uma das pesquisadoras, Jaqueline Góes afirma que a vacina contra a doença é importante, mas é um processo longo. Até o momento, o Brasil tem dois casos confirmados e 488 suspeitos.

Ouça a reportagem completa com Paula Rangel

O Brasil foi um dos países que mais rapidamente fez o sequenciamento do genoma do coronavírus Covid-19. Em 48 horas, a partir da confirmação do primeiro caso, um homem de 61 anos que veio da Itália, equipes do Instituto Adolpho Lutz e do Instituto de Medicina Tropical, em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, conseguiram decodificar o RNA do vírus. A Itália, foco de expansão da doença, ainda não obteve o sequenciamento.

“A ideia é sequenciar o máximo possível de casos que aparecerem no Brasil, a gente não quer que apareça um caso, mas pela estatística, pela epidemiologia, a gente já espera e a transmissão é muito fácil”, diz Jaqueline em entrevista à Itatiaia.

De acordo com a pesquisadora, a ideia é dar continuidade ao sequenciamento dos novos casos que possam surgir no país. “Isso vai dar suporte para a produção de vacinas para estudos de medicamentos e até para própria saúde pública”.

Quanto à vacina, a pesquisadora destacou que é muito importante, mas é um processo longo. “Não é tão fácil, não ocorre do dia para noite, então, a gente precisa ter todos os estudos relacionados com aquelas mutações virais in vitro, depois a gente segue para o teste em células, daí para animais, para depois a gente ter a vacina testada em humanos. É um processo demorado, é complexo, mas a gente já conseguiu dar o primeiro pontapé, e a gente está conseguindo fazer isso em tempo recorde, em 48 horas”.

A pesquisadora Flávia Sales ressaltou que os cientistas estão de prontidão para começar o trabalho, assim que sair um diagnóstico positivo. “Todos os pacientes que vêm dessas áreas (Itália, China) estão sendo acompanhados, então se continuar com a vigilância, a gente consegue provavelmente até conter isso, mas nada é 100%, nada tão eficaz, pode ser que ocorra, mas não nos próximos dias”, alerta.

Existe a preocupação dos pesquisadores que surja nos próximos meses uma epidemia de dengue, em razão do período chuvoso intenso. A pesquisadora Ingra Moraes comentou o impacto que pode causar no país junto com a chegada do coronavírus. “Com a introdução de um vírus novo, que é o corona, os dois têm uma taxa de transmissão muito alta, então isso vai dificultar muito o cenário público brasileiro em relação a epidemias e contenção de vírus e fazer diagnósticos essas coisas”, destaca.

itatiaia.com.br/

Linda Martins

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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