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Confusão após rebaixamento do Cruzeiro tem quatro presos e 32 feridos no Mineirão

Além do rebaixamento inédito para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro viu a sua torcida se comportar de modo violento. Segundo o coronel Trant, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar e responsável pela segurança no estádio durante o jogo entre o time celeste e o Palmeiras, quatro torcedores foram presos por agressão ou desacato e 32 pessoas foram atendidas pelo posto médico. Pelo menos 13 delas foram encaminhadas para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

“Algumas pessoas passaram mal pelo tumulto, pelo nervosismo. Outras tiveram ferimentos leves. Algumas com ferimentos na cabeça, devido à chuva de cadeiras ocorrida na arquibancada”, resumiu o coronel.

O efetivo utilizado neste jogo teria sido maior do que ocorre em clássicos entre Cruzeiro e Atlético-MG. Trant avaliou que, apesar dos estragos, o saldo do cenário de guerra foi positivo. “Nós tínhamos mais de 25 mil torcedores no Mineirão e a quantidade de feridos acabou sendo pequena”, garantiu.

Ao mesmo tempo explicou algumas ações realizadas no esquema de segurança. “Nós percebemos algum clima de tensão no começo do segundo tempo, então atuamos em duas frentes. A primeira foi separar a parte da torcida do bem, que é a maioria. Depois fizemos a contenção entre os torcedores mais exaltados, normalmente das torcidas organizadas”, explicou o policial, lembrando que para este jogo as duas maiores organizadas ficaram distantes para evitar problemas. “Há uma rivalidade entre a Máfia Azul e a Pavilhão, então consideramos o fato de deixar eles bem distantes”, completou.

Para o coronel, os incidentes foram graves apesar da presença de torcida única, atendendo pedido do Ministério Público (MP). “Infelizmente o problema não é só a rivalidade entre as torcidas, mas sim o comportamento do torcedor. Alguns, é claro, porque não podemos generalizar para o torcedor do bem, do pai de família, que traz o filho ao campo e das mulheres. Mas muitos torcedores não vêm ao estádio para torcer, mas para guerrear e cometer crimes”, completou.

Os quatro torcedores presos serão encaminhados para a Polícia Civil para registro de Boletim de Ocorrência (BO), que vai gerar depois um encaminhamento para a Justiça.

A Minas Arena, que administra o Mineirão, fará nesta segunda-feira uma vistoria geral dos danos causados. Mas já se sabe da quebra de centenas de cadeiras, muitos alambrados e bebedouros, além da destruição, em vários banheiros, de espelhos, torneiras, portas e vasos sanitários. A conta da depredação e prejuízo será coberta pelo Cruzeiro.

Além disso, o clube deve sofrer pesada punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelo mau comportamento de sua torcida. O ponto inicial vai ser a análise da súmula do árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique.

Em 2017, por situação semelhante, a Ponte Preta pegou cinco jogos de suspensão e que foram cumpridos na disputa da Série B do ano seguinte. Na ocasião, a equipe de Campinas foi rebaixada ao perder para o Vitória por 3 a 2, em casa, no estádio Moisés Lucarelli.

itatiaia.com.br/

Linda Martins

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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SILVA JUNIOR

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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