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Vamos conversar?

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Mesmo que o nosso bate papo da Conversa Afiada dessa semana possa ser repetitivo com o tema “prevenção ao suicídio”, haverá sempre motivos para continuarmos com o assunto.
Setembro encerrou-se, mas o tema da Campanha é motivo para mobilizarmos e prestar ajuda.
Infelizmente os noticiários sempre nos dão conta de novos casos ocorridos, o que é preocupante.
É lamentável quando recebemos a notícia que o nosso amigo (a), vizinho (a), colega de trabalho, ou pessoa do nosso convívio familiar tomou a decisão errada e suicidou.
Vem aí a pergunta que não cala: o que eu poderia ter feito para evitar essa tragédia?
Você já imaginou quanto tempo passamos no ambiente de trabalho com os nossos colegas? Já imaginou quanta diferença faz um bom dia, boa tarde, até amanhã ou um abraço de carinho e respeito ao companheiro (a) do seu convívio diário?
Pare, pense e reflita quantas vezes o diálogo tem mais valor do que coisas materiais.

Atente para a história abaixo:

– Era um fim de tarde de sábado, eu estava molhando o jardim da minha casa, quando vi um menino parado junto ao portão, me olhando.
Dona, a senhora tem pão velho? – Perguntou ele.
Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou.
Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei: Onde você mora?
Depois do zoológico, disse ele.
Bem longe, hein? Eu disse.
Mas eu tenho que pedir as coisas para comer. Disse o menino.
Você está na escola?
Não. Minha mãe não pode comprar material.
Seu pai mora com vocês?
Ele se foi e nunca mais voltou.
E o papo prosseguiu, até que eu disse: Vou buscar o pão. Serve pão novo?
Não precisa, não. Disse o menino.
A senhora já conversou comigo, isso é suficiente.

Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança. Tão nova e já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitada de um papo, de uma conversa amiga.

Quanta lição pode tirar desta resposta. Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor.
Os anos se passaram e continuam pedindo pão velho na minha casa. E eu dando pão novo, mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem. Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse: “Eu sou o pão da vida”.

Moral da história:
Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando uma só palavra sua. Vamos conversar?

Colaborador-Academia

Até a semana que vem se Deus quiser, e Ele há de querer.

Por Arnaldo Martins

Cebolinha

Arnaldo Martins

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Arnaldo Martins

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SILVA JUNIOR

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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