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Parceria contra o avanço de danos da Bacia do Jequitibá

Foto CBH Rio das Velhas
Foto CBH Rio das Velhas

Projetos buscam engajar moradores e produtores rurais nessa luta

Com grande importância para municípios da microrregião de Sete Lagoas, a Bacia do Rio Jequitibá sofre o assoreamento do leito e o desmatamento ciliar, consequência da ação humana. Na expectativa de estancar tais prejuízos, a Epamig tem trabalhado junto à moradores e produtores rurais, conscientizando sobre os cuidados necessários e ações que podem evitar estragos e preservar a área. É o que nos conta nesta entrevista Élio Domingos Neto, Analista Ambiental da Equipe de Mobilização CBH Rio das Velhas.

Sobre a Bacia do Jequitibá, na região que abrange Capim Branco, Funilândia, Jequitibá, Prudente de Morais e Sete Lagoas, quais são os maiores problemas?
Na verdade, os principais problemas ambientais da bacia estão relacionados à falta de Saneamento Básico e ao uso excessivo de água subterrânea.

47958683441_7996c9af83_oO que é possível fazer para evitar tais danos à bacia?
Uma que pode ser muito eficaz é a efetivação de unidades de conservação como as APAs (Área de Proteção Ambiental) Santa Helena, Marinheiro e Machado, em Sete Lagoas. A manutenção e construção de barraginhas, estruturas no solo para contenção de sedimentos, é muito útil para diminuição do assoreamento. Ainda é fundamental que os municípios tenham maior efetividade no tratamento de esgotos. No caso de Sete Lagoas, o maior município da bacia do Jequitibá, o esgoto não possui qualquer tipo de tratamento.

Qual a importância, além de ambiental, da Bacia do Jequitibá para as cidades adjacentes?
Tem relevância histórica e cultural para o Estado, onde há alguns dos municípios da microrregião de Sete Lagoas. Há inegável importância socioeconômi-ca, pois suas águas e solo sustentam atividades eco<CW0>nômicas relevantes, como a indústria alimentícia, de bebidas, de mineração etc. O Jequitibá é importante afluente da margem esquerda do rio das Velhas.

Há algum projeto da Epamig ou alguma associação para recuperação de áreas da bacia que sofreram danos?
O principal hoje é o Projeto Hidroambiental de Difusão de Sistemas Agroecológicos. Entretanto, nos demais municípios da bacia há outros que são constantemente debatidos no Subcomitê do Ribeirão Jequitibá: Projeto Bacias, de autoria da ONG WWF; Projeto Produtor de Águas, parceria Prefeitura de Sete Lagoas e Agência Nacional de Águas; Campanha de recolhimento de embalagens de agrotóxicos, ação da Prefeitura de Jequitibá; Projeto Barraginhas, executado em todo Brasil pela Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas. O Comitê de Bacia do Rio das Velhas pretende executar o diagnóstico ambiental da bacia do Córrego do Machado, em Sete Lagoas, a partir de 2020.

Do que se trata o Projeto Hidroambiental?
O projeto visa à difusão da agroecologia na bacia e entorno. O nome é Difusão de Práticas Agroecoló-gicas. Foi demandado ao Comitê do Rio das Velhas pela Epamig e Emater. Está em execução. Houve manutenção de estruturas do Campo Experimental Santa Rita, como a trilha agro-ecológica, sistemas de irrigação, banco de hortaliças não convencionais, etc. Pretende-se, ainda em 2019, intervenções na Embrapa, como plantio de mudas nativas da bacia, supressão de espécies invasoras, como capim elefante, e construção de algumas barraginhas. O objetivo de todas as intervenções é criar subsídios para trazer a sociedade para dentro da Epamig e Embrapa, a fim de que possam conhecer práticas agroecológicas que visam a sustentabilidade e a diminuição de impactos ambientais. É integralmente custeado pelo Comitê do Rio das Velhas e executado em parceria com Epamig, Embrapa e demais entidades do Subcomitê Jequitibá, grupo vinculado ao Comitê do Rio das Velhas na região.

47958690631_47cca57c4e_oPor se tratar de área em que a agropecuária é forte, produtores rurais têm apoiado os projetos de recuperação das áreas?
Realmente apoiam a iniciativa e se encantam com as visitas promovidas pelo projeto hidroambiental. Entretanto, temos percebido muitas dificuldades na mobilização destas pessoas. O Comitê do Rio das Velhas tem oferecido transporte para deslocamento de membros de associações de moradores/rurais e demais entidades de Sete Lagoas e entorno.

Como todo esse trabalho afeta Sete Lagoas?
O projeto visa semear a ideia de que preservar é melhor do que destruir. A agroecologia se mostra uma maneira eficaz de produção alternativa para a bacia do Ribeirão Jequitibá. O objetivo geral deste projeto é promover educação ambiental de maneira orientada e proveitosa à população de Sete Lagoas e de demais municípios da bacia.

Existe algum trabalho específico em Sete Lagoas que possa ter apoio da população?
O Projeto Hidroambiental pode ser apoiado, no sentido de que participem, ou seja, façam visitas à Epamig para discutir a importância da agroecologia e, também para conhecer o Campo Experimental Santa Rita, fazenda com relevância histórica e ambiental para a região. As visitas podem ser agendadas e o ideal é a participação de proprietários rurais, sitiantes, educadores, gestores, alunos, etc.

Da Redação

Barbara Dias

Barbara Dias

Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.