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Advogado e professor de tecnologia, Luiz Felipe Siqueira fala sobre a era da inteligência artificial

Álvaro Vilaça, Professor Luiz Siqueira e Wagner Oliveira
Álvaro Vilaça, Professor Luiz Siqueira e Wagner Oliveira

O Programa Passando a Limpo desta sexta-feira (19), recebeu o advogado e professor de Direito, Inovação e Tecnologia, Luiz Felipe Vieira de Siqueira, natural de Juiz de Fora.

O destaque da entrevista foi um tema muito atual, que gera muitas dúvidas: inteligência artificial e revolução cibernética. “O uso das novas tecnologias vem invadindo o mercado e os governos e isso vai nos assolar de maneira significativa no cenário mercadológico, num breve espaço de tempo”, afirmou Luiz Siqueira.

A primeira máquina de inteligência artificial foi criada pelo inglês Alan Turing, durante a segunda guerra mundial, e junto com sua equipe criou a máquina para decodificar os códigos alemães, isto foi primordial para o término da guerra. O professor sugeriu um filme chamado “Jogo da imitação” que revela mais sobre o conceito tecnológico. “Há quase 60 anos, com a evolução da eletricidade, o uso da robótica passou por intensa fase tecnológica, e não é distante pensar que as máquinas vão substituir o homem em trabalhos repetitivos. Resta a nós adaptar a essa nova realidade”, afirmou.

As empresas conhecidas como startups tecnológicas, exercem na área jurídica a atuação de robôs nas petições de contratos, “trabalhei em empresas multinacionais, inclusive na Iveco de Sete Lagoas e meu trabalho era confrontar contratos, contratos grandes, em mais de uma língua, que resultava em dias trabalhando. Já o robô faz 30 mil horas de advogados em 6 segundos, sem margem de erro. Porém, o feeling comercial na atuação do advogado é a sabedoria, coisa que a tecnologia ainda não alcança”, contou o advogado. Em relação ao mercado de trabalho há uma preocupação, “hoje, advogados que são contratados para alimentar o sistema de um escritório de advocacia por exemplo, poderá ser dispensado pois, a máquina já faz esse trabalho sozinha. Existe uma nova vertente para o mercado”, disse.

Ao ser questionado se a inteligencia artificial não seria uma auto destruição para a humanidade, o professor afirma que o antidoto para a desaceleração dessa evolução é a educação, fazendo com que cada um crie seu próprio sistema, pois, num futuro breve a inteligência artificial ficará mais barata, permitindo empreender, assim haverá um controle maior dessa revolução.

O professor alerta sobre o cuidado necessário ao inserir dados nas redes, pois tudo é registrado, “somos extremamente manipulados por empresas que querem vender seus produtos e governos que querem eleger seus candidatos”, disse. O regulamento sobre a proteção de dados se deu em 2017. Depois de 4 anos em discussão, a lei passará a valer em 14 de agosto de 2020. Será um tempo hábil para a população e as empresas se adaptarem à nova lei. Toda empresa precisará de um encarregado específico que deverá tratar os dados de acordo com a lei.

O professor Luiz destacou que é normal o seguinte pensamento, “seria o fim dos tempos se, em dentro de 20 anos a robótica dominasse o mundo sem precisar dos comandos humanos?”, ele afirma que é um assunto a se pensar, porém, estamos também na era da evolução do ser humano com investimentos em auto conhecimento e bem estar, “isso equilibra a sensibilidade humana quando o assunto é máquina x coração”, disse. A tecnologia traz eficiência e redução de gastos. A atenção se redobra quando o assunto é fake news, além de lesar moralmente a vítima, a multa para a plataforma ou pessoa é altíssima, quando há vazamento de dados dos usuários para beneficiar de alguma forma determinado público ou partido.

Reprodução
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Ao final da entrevista o professor alertou sobre a dependência da população em relação às redes sociais. Realidade vivida de perto dentro das salas de aula, Luiz afirma que nunca se viu tanto quanto agora a troca do livro pelo tutorial do Youtube. A dependência digital atrofia a criatividade, “tem estudos que evidenciam que a luz dos aparelhos e o excesso de informações atrapalham o sono, a concentração, a visão e principalmente a produtividade acadêmica e/ou profissional. Precisamos viver com um  propósito, um sentido, transformar nosso mindset, e entender que a internet tem seu lado bom, porém há o lado ruim, tudo é questão de equilíbrio e consciência. O inteligente é saber usar a tecnologia a seu favor”, afirmou Luiz Siqueira. O professor concluiu a entrevista sugerindo a série “Black Mirror” que ensina muito sobre o lado negro da internet e tecnologia. “Quanto mais informação, melhor conseguimos discernir os fatos”.

Para encontrar o professor nas redes sociais o usuário é Luiz Felipe Siqueira, e o e-mail: luizfelipe@f2s.com.br

Assista o programa na íntegra pela página do site SeteLagoas.com.br, ou ouça a reprise no domingo após a jornada esportiva pela Rádio Eldorado AM 1300. O Programa Passando a Limpo vai ao ar ao vivo, toda sexta-feira a partir das 08h da manhã, com apresentação de Álvaro Vilaça e Wagner Oliveira.

Da Redação

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Alvaro Vilaça

Alvaro Vilaça

Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Aldryene Prata

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SILVA JUNIOR

Silva Júnior

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.