Alvaro Villaça

TEMPO ESPORTIVO 01/08/2016

portal sete copa eldorado 2015-16

TEMPO ESPORTIVO

Nesta semana começa mais um grande evento internacional aqui no Brasil. Após a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo em 2014, é a vez dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Benéfica para alguns, desnecessária e até incoerente para outros, no que tange aos gastos, quando se remete à atual situação econômica do País, a Olimpíada é, de longe, o maior evento esportivo do planeta, e ser sede dela é um sonho de consumo da maior parte das nacionalidades do mundo.

O governo brasileiro havia prometido que a Copa do Mundo contribuiria para a geração de renda e emprego, impulsionando os investimentos e a economia do país.

Na prática, ao menos o efeito de curto prazo do evento parece ter sido o oposto (embora ainda haja quem defenda que o Brasil pode colher no longo prazo os frutos da exposição midiática conseguida com o Mundial).

Os feriados e paralisações provocadas pelos Jogos tiveram um impacto negativo na produção industrial e na economia como um todo, sendo responsabilizados pelo próprio governo pela queda de 0,6% do PIB no segundo semestre de 2014.

O que esperar, então, da Olimpíada – que, ao que tudo indica, ocorrerá em um momento ainda mais delicado para a economia brasileira?

Quando o Rio de Janeiro ainda competia com Madri, Tóquio e Chicago para ser a sede dos Jogos Olímpicos, em setembro de 2009, um estudo encomendado pelo Ministério dos Esportes à Fundação Instituto de Administração (FIA) estimava que a competição poderia movimentar US$ 51 bilhões em recursos e gerar 120 mil empregos.

O estudo defendia que os investimentos feitos para o evento teriam um efeito multiplicador amplo e diversificado sobre a economia, que duraria anos. O impacto também seria positivo fora do Rio de Janeiro – cerca de metade desses postos de trabalho beneficiariam moradores de outros Estados.

Há pontos que precisam ser destacados, tais como: Os torneios duram apenas duas semanas e não quatro, como no Mundial. À exceção dos jogos de futebol, todas as competições ocorrem no Rio de Janeiro, enquanto na Copa eram 12 cidades-sede.

Por outro lado, apesar de à primeira vista parecer muito, os R$ 38 bilhões de investimentos ligados à Olimpíada são pouco significativos em um país com um PIB de R$ 4 trilhões.

No que diz respeito ao fluxo de turistas, muitas cidades-sede de Copas ou Olimpíadas teriam até registrado quedas, uma vez que turistas tradicionais e corporativos costumam evitar esses destinos durante as competições.

O Ministério dos Esportes não comenta sobre o impacto econômico da Olimpíada, mas ressalta que o evento deixará um legado importante no campo social e esportivo que beneficiará todos os Estados da federação, ao contribuir para colocar o Brasil no caminho de se tornar “uma potência esportiva”.

A nota, divulgada recentemente, menciona a construção de 12 centros de treinamento de diversas modalidades, 261 Centros de Iniciação do Esporte, 46 pistas oficiais de atletismo e dez instalações olímpicas no Rio de Janeiro, além da compra de equipamentos de ponta em vários Estados.

Agora é aguardar e ver na prática quais serão os possíveis “ganhos” e eventuais “perdas” de mais um evento de repercussão mundial aqui no Brasil!

COPA ELDORADO TEM PERSPECTIVA AMPLIADA E PODE VIRAR REGIONAL

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Ainda faltam cerca de quatro meses para o início da 25ª Copa Eldorado de Futebol Amador, mas, a julgar pela procura e interesse de diversos dirigentes, ainda que de forma informal, a edição 2016/2017 deverá ter um número recorde de equipes de cidades adjacentes, além das tradicionais agremiações de Sete Lagoas.

Disputada, ano após ano, entre os meses de dezembro e janeiro, a Copa Eldorado tem se notabilizado pela ótima organização, cobertura da imprensa, presença maciça de público nos campos e excelente nível técnico dos atletas. No último ano, o apelo popular foi tão grande que a final teve de ser transferida do Estádio Jaime Domingos Rosa (Campo do Serrinha), para a Arena do Jacaré (na ocasião, o River do bairro Santa Luzia enfrentou o Santa Helena da região do Carmo e venceu por 2 x 1, sagrando-se tetracampeão do torneio).

Embora ainda estejamos em agosto, times de cidades como Capim Branco, Funilândia, Prudente de Morais, Matozinhos, Paraopeba, Baldim, Jequitibá e Santana de Pirapama já demostraram interesse em participar da Copa. De Sete Lagos são esperadas pelo menos 12 equipes.

Se esse grande número de participantes de outros municípios for confirmado, a Copa Eldorado poderá entrar numa nova era, transformando-se, quem sabe, num atrativo campeonato de futebol regional e desempenhando um papel que outrora foi executado por competições como a Copa AMAV e o antigo Torneio Regional, que era coordenado pela Liga Eclética Desportiva de Sete Lagoas.

De acordo com a direção da Rádio Eldorado, as inscrições para a edição que marcará as “bodas de prata da Copa Eldorado” deverão se iniciar em meados de setembro.

Demais informações podem ser obtidas diretamente na emissora, através do telefone (31) 3772-0244.

HISTÓRICO EMBALA CRUZEIRO PARA A RECUPERAÇÃO

O ano de 2016 tem sido bastante complicado para o Cruzeiro. Após as perdas dos títulos da Copa da Primeira Liga e Campeonato Mineiro, o clube convive com a triste realidade de ter que fugir da zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Mas a chegada de Mano pode permitir ao clube sonhar não só em se safar das últimas colocações, mas almejar algo a mais neste restante de Brasileirão. Isso porque além da grandeza da agremiação, o histórico do treinador em sua primeira passagem é bastante positivo e foi fator determinante para a diretoria não pensar duas vezes em recontratá-lo. Com Mano, o Cruzeiro se afastou da degola no segundo turno de 2015 e até sonhou com a Libertadores no final do torneio.

Quando assumiu o Cruzeiro no Brasileirão de 2015, o clube somava apenas 25 pontos, na 23ª rodada. Com 62,5% de aproveitamento, levou o time ao oitavo lugar no final do ano. Para se ter uma ideia, somente o líder, o campeão Corinthians, teve rendimento superior em todo o torneio. Atualmente, a situação é mais complicada nos números, mas não deixa de ser animadora com o novo treinador. O Cruzeiro encontra-se na 19ª colocação, com 15 pontos. Se alcançar o mesmo rendimento em seu retorno ao clube, Mano poderá chegar aos 55 pontos, um a mais que a pontuação celeste no ano passado. Para isso, terá um plantel recentemente formado, mas com jogadores mais tarimbados que os atletas da temporada passada.

Quando comparados separadamente os trabalhos Mano em 2015 com o desempenho dos seus dois antecessores, o novo treinador supera o português Paulo Bento (que teve 41,1%), mas perde para Deivid (que teve 70,3% de aproveitamento). Contudo, vale lembrar que o ex-centroavante dirigiu a equipe no início do ano, durante o Campeonato Mineiro, encarando adversários tecnicamente mais fracos que os oponentes do Brasileirão. Quando somados os números de Bento e Deivid, os 56,1% da dupla não superam o desempenho de Mano.

À ESPERA DO RETORNO FINANCEIRO

O Atlético investiu alto para a temporada 2016. Quase perto do final do primeiro turno, a equipe não está no G4, mas continua como uma das candidatas ao título nacional. Após a realização da 17ª rodada, a diferença para o novo líder, Corinthians, está na casa dos quatro pontos. Nesta temporada, para seguir brigando pelas primeiras colocações, a diretoria alvinegra foi atrás de jogadores importantes. Chegaram à Cidade do Galo 12 novos atletas, com destaque para o zagueiro Erazo, os meias Cazares e Otero, além dos atacantes Fred, Robinho e Clayton.

Investimentos que fizeram o Atlético aumentar o gasto com futebol em 2016, seja com a compra dos direitos ou somente com salários e comissões. Apesar de ter um time caro e com grandes nomes, o efeito nas arquibancadas não foi como a diretoria alvinegra esperava. O faturamento com bilheteria diminuiu em comparação com as temporadas passadas.

Por enquanto, após 22 partidas como mandante em 2016, a arrecadação bruta com a venda de ingresso é de R$ 16,2 milhões. Somente para tirar Clayton do Figueirense, em fevereiro, o Atlético gastou cerca de R$ 13 milhões. Já Corinthians e Palmeiras, ponteiros do Campeonato Brasileiro, faturam alto quando jogam em casa.

Quando enfrentou o Atlético, o Palmeiras obteve bilheteira de R$ 2,9 milhões. Já o Corinthians, diante do Figueirense, faturou R$ 2,5 milhões. Aliás, os clubes de São Paulo lideram no ranking anual de arrecadação. Corinthians (R$ 44 milhões), Palmeiras (R$ 33 milhões) e São Paulo (R$ 26 milhões) são os três primeiros. O Atlético aparece apenas na quinta colocação, atrás também do Grêmio (R$ 16,7 milhões). O ingresso médio do Atlético em 2016 é de R$ 37,00, com uma taxa de ocupação de 60%, o terceiro do país.

Numa comparação com as temporadas anteriores, o faturamento em 2016 segue distante. O ano com maior arrecadação de bilheteria para o Atlético foi em 2013, quando faturou R$ 34 milhões. Muito por causa da final da Libertadores, quando arrecadou R$ 14 milhões somente na decisão com o Olímpia. Em 2014 foram mais R$ 29 milhões e no passado o Atlético teve renda bruta de R$ 25 milhões com a venda de ingressos.

Por Álvaro Vilaça

Barbara Dias

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Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e asinsa o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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  • Coluna muito bacana. Escreva também sobre o Democrata e o Minas Boca. Cobre uma mudança na postura de quem dirige o futebol de Sete Lagoas.

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.