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A velha experiência

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Trago no meu perfil uma frase guardada na lembrança: “Envelhecer é inevitável, ficar velho é opcional”.

Os dados mostram que o número de desempregados no Brasil é assustador, embora eu não esteja criticando Administração do governo do Lula, Dilma, Temer ou Bolsonaro.

Nem tampouco se é culpa do partido X ou Y, se a crise econômica atingiu indústrias A ou B, se o problema é importação ou exportação.

Fato é que, economistas e conhecedores do assunto podem esclarecer com dados reais os números que infelizmente afetam o orçamento das famílias brasileiras.

As manchetes mostraram recentemente a dimensão da fila no Distrito Federal de pessoas que aguardavam a oportunidade da entrega do currículo, e candidatar-se a uma vaga para um Supermercado que ainda será inaugurado em Maio próximo.

É bom frisar para você leitor (a) que de Janeiro a Novembro de 2018, o Distrito Federal abriu 21 mil vagas de emprego com carteira assinada, e no Brasil, foram criadas 858 mil vagas, e o país tem 12 milhões de desempregados, segundo dados fornecidos pelo IBGE.

Dados que comprovam que a situação do desemprego no Brasil é preocupante.

Você deve estar se perguntando: O que tem a ver o título da Conversa Afiada da semana com o assunto desemprego no Brasil?

Ocorre que muitas empresas contratantes, na hora da entrevista para analisar o candidato optam por “experiência na carteira profissional”.

Este fator tem feito muitos jovens se perguntar: Como obterei a experiência se não me dão a primeira oportunidade? Faz sentido.

Nessa hora o índice de pessoas mais velhas e até já aposentadas mostram a preferência. Certo?

Já há algum tempo citei em uma de minhas matérias que o índice de aposentados que estavam retornando às atividades profissionais estava aumentando.

As pesquisas mostram que o valor da aposentadoria de uma grande maioria dos aposentados não é suficiente para manter uma qualidade de vida saudável, o que em muitos casos os obriga a continuar trabalhando.

Mas existem também os profissionais cuja experiência é o fator preponderante para seu retorno as atividades.

Recordo-me que há muitos anos passados escrevi uma matéria cujo título “O barato que sai caro”, na qual eu citava fato ocorrido numa empresa na qual eu trabalhei.

Para reduzir os custos da empresa todos empregados com tempo de casa de 10 anos foram dispensados, e recordo-me que com o meu salário da época contrataram 5 jovens inexperientes.

Naquela oportunidade fomos demitidos aproximadamente quase 50 profissionais.

Se você me perguntar o nome do grupo empresarial por ética não poderei citar, apenas posso dizer que pouco tempo depois encerraram as atividades.

Se você me perguntar o que aconteceu?

Eu respondo: Aos administradores faltou “a velha experiência”.

Consultar

Até a semana que vem se Deus quiser, e Ele há de querer.

Por Arnaldo Martins

Cebolinha

Arnaldo Martins

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Arnaldo Martins

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SILVA JUNIOR

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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