Arnaldo Martins Colunistas

Cadê meu filho?

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Mais uma tragédia abalou nosso país, e mais uma vez dentro de uma escola. E mais uma vez, jovens adolescentes vítimas da violência.

No último fato lamentável ocorrido em Suzano no interior de São Paulo, várias foram as mensagens que circularam nas redes sociais, cujos conteúdos resumem-se na falta de amor ao próximo.

São mensagens marcantes que nos levam a fazer uma reflexão do mundo que hoje vivemos.

Atente para mensagem abaixo:

Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto.

Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.

Quanta imaturidade a nossa.

Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é.

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais.

Fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

Dentro de seus quartos perdemos os filhos, pois não sabem nem mais quem é ou os que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar.

Tornam-se uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles têm sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Mas como tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor, aceite.

Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablete, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo dois dias estabelecidos na sua semana à noite (além do sábado e domingo).

E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidade de tê-los vivos.

E que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou ter um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal.

Consultar

 

Até a semana que vem se Deus quiser, e Ele há de querer.

Por Arnaldo Martins

Cebolinha

Arnaldo Martins

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Arnaldo Martins

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SILVA JUNIOR

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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