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Violência nas escolas acende o alerta para debates sobre o tema

Carro usado por autores do massacre de Suzano tem placa de BH  (Rovena Rosa/Agência Brasil /)
Carro usado por autores do massacre de Suzano tem placa de BH (Rovena Rosa/Agência Brasil /)

O banho de sangue promovido nessa quarta-feira (13) por dois jovens em uma escola de Suzano (SP) traz à tona a discussão sobre a violência dentro de unidades de ensino. Em BH, 345 ocorrências de crimes foram registradas pela Guarda Municipal apenas em instituições do tipo gerenciadas pela prefeitura – média de 28 por mês.

O massacre deixou pelo menos dez mortos, entre eles a coordenadora da escola que é de Ubá, em Minas. Para especialistas, a agressividade no ambiente escolar é reflexo da violência na sociedade e precisa ser tratada com maior cuidado. É o que destaca o pesquisador Evaldo Pauly, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e especialista no tema. “Como lutar pela paz na escola se a sociedade fala de armas e violência, com intolerância até na política o tempo todo?”.

O pesquisador reforça que a reversão do quadro é complexa. “A escola, as famílias, os governos precisam tratar a cultura de paz como política de Estado. Esse debate deve ser levado para a sala de aula”, sugere.

Caso contrário, episódios como os vivenciados por Clayton Santos, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede), podem continuar ocorrendo. O professor já foi empurrado por um estudante onde lecionava. Por lá, segundo o docente, alunos armados eram comuns.

Sinais

A polícia paulista ainda apura a motivação da tragédia em Suzano. Mas já descobriu que os autores da chacina eram ex-alunos da escola. O mais novo, de 17 anos, não teria histórico de problemas na instituição de ensino.

Especialistas alertam, porém, que mudanças de comportamento podem indicar algum problema com estudantes. “Chama a atenção quem está mais calado, não se envolve com os colegas”, destaca a vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG), Stela Maris.

Ela, que também é coordenadora da Comissão de Psicologia Escolar e Educacional da entidade, afirma que, por conta das salas lotadas, os professores não dão conta de assistir com eficiência a todos na classe. Ainda de acordo com Stela Maris, problemas como bullying precisam ser trabalhados nesses espaços, pois podem levar a agressões.

Ações

Presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas, Zuleica Reis afirma que as unidades da rede trabalham a temática da violência com os alunos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou ter criado, em 2017, a Diretoria de Políticas Intersetoriais, para realizar trabalhos conjuntos com a pasta de Segurança. O objetivo é melhorar a convivência e a proteção nas escolas, o que resultou na redução das ocorrências nas instituições da rede em 2018 se comparado a 2017.

Já a Secretaria de Estado de Educação afirma se empenhar para prevenir e enfrentar as situações de violência que ocorrem nas instituições por meio de ações educativas junto às comunidades escolares.

violência escola

*Com Hoje em Dia

Barbara Dias

Barbara Dias

Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e asinsa o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.