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As paredes têm ouvidos?

Chegamos ao final do mês de Fevereiro e podemos dizer: “Graças a Deus o mês acabou”. Não foram bons Janeiro e Fevereiro desse ano, somente tragédias marcaram os dois meses. Muitas vidas se foram de maneira trágica, cujas lembranças ficarão em nossa memória. Lamentável reafirmar que em todos os casos “a ganância pelo dinheiro” foi o fator causador.

No último desastre, comprovaram que peça para manutenção do helicóptero, cuja aeronave vitimou o Jornalista Ricardo Boechat, a empresa contratada usava peças sucateadas.

Numa matéria muito recente, citei nesse mesmo espaço que, nunca vi carro forte seguindo em cortejo funerário levando o dinheiro do defunto. Você já viu?

Venho dizendo nas últimas matérias que nenhum de nós sabe qual será a nossa fez na fila. Sinceramente, não sei o que passa na cabeça das pessoas que almejam a riqueza e acumulam bens, mesmo que o custo final seja a vida de pessoas inocentes.

Fica uma pergunta: E quando chegar o momento delas na fila? Como será? Elas se acham superiores até quando? Pense bem!

Paredes de hospitais já ouviram preces mais honestas do que Igrejas. Já viram despedidas e beijos mais sinceros que em aeroportos. É no hospital que você vê um homofóbico ser salvo por um médico gay. A médica “patricinha” salvando a vida de um mendigo. Na UTI você vê um judeu cuidando de um racista. Um paciente policial e outro, presidiário, na mesma enfermaria recebendo ambos os mesmos cuidados. Um paciente rico na fila de transplante hepático pronto para receber o órgão de um doador pobre.

A verdade absoluta das pessoas, na maioria das vezes, só aparece no momento da dor ou da ameaça real da perda definitiva. Essa vida vai passar rápido, não brigue com as pessoas, não critique tanto seu corpo. Não reclame tanto, não perca o sono pelas contas.

Não deixe de beijar seus amores. Não se preocupe tanto em deixar a casa impecável. Bens e patrimônios devem ser conquistados por cada um, não se dedique a acumular herança. Deixe os cachorros mais por perto. Não fique guardando as taças, use os talheres novos. Não economize seu perfume predileto, use-o para passear com você mesmo. Gaste seu tênis predileto, repita suas roupas prediletas, e daí?

Espera-se muito o Natal, a sexta-feira, o outro ano, quando tiver dinheiro, quando o amor chegar, quando tudo for perfeito. Olha, não existe o tudo perfeito. O ser humano não consegue atingir isso porque simplesmente não foi feito para se completar aqui. Aqui é uma oportunidade de aprendizado. Todos esses ensinamentos saíram das paredes de um Hospital. As paredes têm ouvidos.

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Até a semana que vem se Deus quiser, e Ele há de querer

Por Atnaldo Martins

Cebolinha

Arnaldo Martins

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Arnaldo Martins

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SILVA JUNIOR

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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