Rafael Moura justifica decisão de deixar Luan bater pênalti para o América contra o Fluminense

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Foto: Web

Caso fosse convertido em gol, lance poderia salvar Coelho do rebaixamento

O América teve uma grande chance de selar sua permanência na Série A do Campeonato Brasileiro no confronto com o Fluminense, nesse domingo, no Maracanã, pela última rodada. Aos 24 minutos do primeiro tempo, o time mineiro desperdiçou uma cobrança de pênalti com o atacante Luan, que parou em defesa de Júlio César. Posteriormente, a equipe carioca fez o gol da vitória com o volante Richard e rebaixou o Coelho à Série B.

Artilheiro americano na temporada, com nove gols, o centroavante Rafael Moura é o cobrador oficial de pênaltis do time. Durante a semana, ele foi o que mais treinou o fundamento no CT Lanna Drumond. Entretanto, acabou optando por ceder a cobrança a Luan e, por causa do erro do colega, foi bastante criticado nas redes sociais. Pelo Instagram, o He-Man explicou que o companheiro merecia ter a chance de balançar a rede em virtude do momento difícil vivido no clube.

“Eu realmente sou o batedor oficial, mas todo clube tem dois ou três batedores, e o Luan é um desses aqui no América. Na hora, num ato de humildade, ofereci a cobrança para o Luan, que se mostrou bastante confiante. Por tudo que fez ano passado, por ser uma pessoa do bem, importantíssimo pro grupo e muito cobrado pelo torcedor, imaginei merecer mais o “heroísmo”. Naquele momento, o mais importante não era “quem”, mas, sim, o gol. Perder pênalti acontece, poderia ter sido eu o cara a errar a cobrança. O que gostaria de deixar claro é que não faltou vontade de nenhum dos jogadores e, justamente por isso, não adianta julgar ninguém, nem eu e muito menos o Luan, que tentou fazer o gol que poderia livrar o América do rebaixamento.

Este foi um ano de muita dificuldade, de muita entrega e de muito aprendizado. Aceitei o desafio, no início da temporada, ciente de tudo o que estava envolvido e no que dependesse de mim eu iria ajudar. O que fica hoje é um sentimento de decepção e de muita tristeza pelo grupo, pela torcida e pelo clube, que merece, sim, construir uma história na Série A, pois tem todas as condições para isso. Só posso agradecer o apoio do torcedor, que brigou junto, permaneceu ao nosso lado e acreditou até o final. O ano não terminou como gostaríamos, mas levarei pra sempre o carinho que recebi nesta temporada! Muito obrigado!”, escreveu Rafael Moura.

O técnico Givanildo Oliveira, do América, mostrou surpresa com a decisão de Rafael Moura. “Não (Luan não é o batedor oficial). Eu, inclusive, tenho visto sempre, depois dos treinos, o Rafael (Moura) bater. Então, não me preocupei com isso. Quando aconteceu o pênalti, e aí estavam arrumando (para bater) e os caras do Fluminense estavam reclamando, eu vim falar com o Felipe (Conceição, auxiliar). Quando eu me virei, eu vi que estava o Luan posicionado para bater. Aí não tinha mais jeito. Mas, pelo que me passaram, o Rafael é o batedor oficial. Então, em cima disso aí, o que chegou para a gente da comissão foi que ele (Rafael Moura) passou para Luan fazer o gol. Não sei o porquê. Mas ele que passou para Luan”.
No Campeonato Brasileiro 2018, o América teve quatro pênaltis e converteu três: dois marcados por Rafael Moura e um pelo meio-campista Ruy. A única penalidade desperdiçada foi justamente a de Luan, na última rodada da competição. Com o revés, o Coelho terminou o Brasileiro na 18ª colocação, com 40 pontos, e disputará a Série B no ano que vem. Já o Fluminense se livrou do rebaixamento e, de quebra, assegurou vaga na Copa Sul-Americana de 2019, na 12ª posição, com 45.
Da redação:superesportes

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