Saúde

Sobrenome SUS: Programa Saúde da Família cresce 45% em Minas em uma década

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Sentados no sofá, entre uma pergunta e outra sobre o cartão de vacina, o desabafo de um problema particular e a alegria ao contar as novidades da escola e do trabalho. Muitas são as realidades presenciadas diariamente pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Os profissionais, considerados porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), fazem parte da vida das pessoas, sendo, não raro, amigos de longa data.

As agentes de saúde são as minhas pernas. Muitas vezes, meus ouvidos e até os olhos.
Aline Franco – Médica

As relações são construídas em meio à visita domiciliar, que ocorre uma vez por mês. O carinho de ambas as partes dá força a esse serviço, tema da primeira reportagem da série sobre os 30 anos do SUS, celebrados em 2018. Nesta semana, o Hoje em Dia vai mostrar que, apesar de dificuldades crônicas, o sistema é considerado modelo mundial de política pública.

Equipes

A Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi criada em 1994. O programa visa a promover o bem-estar por meio de atendimento descentralizado, com os profissionais próximos aos moradores. Atualmente, Minas conta com 5.486 equipes, salto de 45% se comparado ao serviço prestado há uma década.

Em BH, 568 grupos prestam a atenção básica. No bairro Santa Cruz, região Nordeste, a equipe do Centro de Saúde Gentil Gomes atende os aposentados Inácio Divino de Freitas, de 81, e Mercês Guilherme Neves, de 84, há pelo menos 13 anos.

“A família é muito participativa. Eu cuido deles, dos filhos e dos netos. Todos nós ganhamos com esse serviço, mas principalmente os pacientes”, explica a médica Aline Franco, responsável pela equipe.

Os moradores celebram a visita dos agentes. “Gosto do atendimento, elas são muito atenciosas”, diz Inácio Divino. “Minha família é toda atendida pela equipe. As agentes são carinhosas. Nos orientam sobre a melhor forma de cuidar dos meus avós, como medir a pressão e verificam a dieta”, conta o cuidador Gian Carlo Neves da Silva, de 22, neto do casal e também usuário do posto.

“A gente tem o mesmo atendimento do posto, só que dentro de casa. As agentes são carinhosas e nos ajudam. Só pontos positivos”
Gian Carlos Neves – Usuário do serviço

O socorro, no entanto, não se restringe aos tratamentos. “Às vezes, ouço histórias de depressão e morte. Então, a gente leva uma palavra, brinca, dá conselho. São muitas realidades”, relata a agente comunitária Goretti Aparecida Leite dos Reis.

Relacionamento

O contanto frequente cria laços que justificam o trabalho, como detalha a agente Fernanda Menezes. Ela, que atua no bairro Santa Maria, na região Oeste, diz já se sentir membro das famílias. “Como moro por aqui, sou ainda mais próxima deles. Quando encontro alguém na rua, logo pergunto se a pessoa já foi ao posto fazer um exame”.

Autor do livro “O que é o SUS”, o professor Jairnilson Silva Paim sustenta que o programa é um importante suporte do sistema. “A força principal de promoção da saúde no Brasil são as equipes da família. Além de ser uma porta de entrada, elas divulgam o serviço. Sem dúvida, este foi um dos principais passos dados pelo Brasil nos últimos 30 anos”, afirma.

Fonte: Hoje em Dia

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Linda Martins

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SILVA JUNIOR

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.