Prova temida por candidatos ao Enem, redação requer domínio de assuntos do cotidiano

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Seguir o tema, aproveitar os textos motivadores disponíveis na prova, usar referências históricas e conhecimentos prévios. Esse é o guia para a redação dissertativo-argumentativa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e evita que a produção seja zerada. Além disso, o aluno deve estar preparado para discorrer sobre o assunto e apresentar proposta de solução. Para ajudar quem se prepara na reta final, professores dão dicas de como estudar.
Essa é, junto com matemática, o teste que mais vale pontos. Segundo especialistas, o estudante deve se antecipar para ter tempo de ler e pesquisar sobre os possíveis temas que costumam ser de relevância nacional.
As fontes utilizadas para estudo precisam ser confiáveis, assim como grandes sites de notícias, mas também podem ser escolhidos documentários, por exemplo. Conforme os professores, é interessante que, nas próximas três semanas, as ideias sejam colocadas no papel.
Dentre os assuntos sugeridos pela professora de língua portuguesa Monika Nascimento dos Santos, do colégio Unimaster, estão o combate ao preconceito linguístico, maus tratos a idosos, pedofilia, consequências de desastres ambientais e doação de órgãos.

Neste ano, 5,5 milhões de estudantes em todo o país farão o Enem, o que significa imprimir 11 milhões de cadernos de questões

“Pensamos em elementos econômicos, políticos e sociais, sempre com interdisciplinaridade do conhecimento adquirido ao longo do ano. Observo que normalmente são temas que são respaldados por lei e que falam de cidadania”, afirma.
A professora de língua portuguesa do Bernoulli Allana Mátar, que há 13 anos trabalha com preparação para o vestibular, lembra que, no ano passado, o Enem surpreendeu ao levar o candidato a falar sobre a formação de surdos. “O aluno tem que estudar grandes temas, mas dominar todo o assunto”, frisa. Ela sugere, ainda, que moradia, notícias falsas e segurança pública também são possibilidades para este ano.
Ritmo
Faltando pouco mais de 20 dias para o Enem, a instrução é manter o ritmo de produção, escrevendo um ou dois textos por semana. A estudante do Unimaster Laura Nogueira, de 18 anos, que cursa a 3ª série do ensino médio, tem seguido a dica para tirar uma boa nota e conquistar uma vaga em medicina.

A divulgação dos locais de prova do Enem está prevista para 22 de outubro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep); os candidatos poderão acessá-los pelo site enem.inep.gov.br/participante

“Me preparo bastante para o que o professor acha que vai cair, mas me sinto preparada para qualquer tema, porque treinei muito e, quanto mais produzimos, melhores ficamos. Já vi um grande aumento na minha avaliação desde o começo do ano”, diz.
Calma e atenção são fundamentais na realização do teste
A redação será aplicada em 4 de novembro, primeiro dia do exame, que também terá testes de linguagens, códigos e suas tecnologias; e ciências humanas e suas tecnologias. Estar atento aos comandos e à proposta do tema, além de manter a calma, é a instrução mais importante para o momento da prova, segundo a professora do Bernoulli Allana Mátar.
“A primeira coisa é fazer a coletânea de ideias e a formulação da proposta, pode gastar 20 minutos nisso. Sempre indico aos meus alunos circularem as palavras-chave, pensar em sinônimos para ter certeza que não vão desviar do que foi pedido. É importante ter claro em mente, antes de redigir, qual vai ser a estrutura. Causa e consequência, positivo ou negativo”, explica.
Assunto
Especialistas reafirmam a necessidade de fazer um rascunho. Antes de passar a limpo: ler novamente, verificar repetições, garantir a legibilidade da grafia e corrigir erros de concordância e gramática, além de lembrar dos conectivos. A introdução precisa ser bem feita, o desenvolvimento legitimado com citações históricas e a conclusão deve conter proposta plausível de acordo com a situação atual do país.
Para os alunos mais ansiosos, a dica é deixar a redação para o meio ou o final. “Eles podem ler o comando e passar para uma prova que os tranquilize e voltar. Às vezes, lendo outras questões, eles encontram inspiração para escrever. Só não pode ficar afoito, querendo resolver logo”, finaliza Allana.

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