Qualidade cai e 21% das rodovias estão em condições péssimas ou ruins em Minas, aponta Dnit

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Imagem Ilustrativa

Pelo menos 21% das rodovias mineiras estão em condições péssimas ou ruins, conforme apontou estudo divulgado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nesta quarta-feira (10). No país, o índice de estradas na mesma condição é um pouco mais alto: 23%. As rodovias federais concedidas não foram contabilizadas na investigação.

Veja dados de Minas aqui.

Os resultados são da segunda edição do Índice de Condição da Manutenção (ICM), pesquisa do Dnit que mapeou os 57,2 mil quilômetros de rodovias federais pavimentadas no Brasil e que são de responsabilidade do órgão.

A radiografia, que poderá ser usada para consulta sobre investimentos em obras de implantação, pavimentação, duplicação e manutenção da malhado setor, também mostrou que 59% das rodovias em Minas estão em bom estado de conservação.

Dnit

Em vermelho, algumas das estradas em péssimas condições em Minas; todas passam pela capital

No Brasil

O índice se repete no país: dos 57,2 mil quilômetros, 33,7 mil (59%) estão em bom estado de conservação. Já 18% das rodovias estão em estado regular; 10%, ruim; e 13%, péssimo. No primeiro levantamento, que refletia o estado da malha federal no primeiro trimestre de 2017, 67,5% das rodovias estavam em bom estado; 21%, regular; 7%, ruim; e 5%, péssimo.

A queda na qualidade da malha, segundo o Dnit, é explicada pela diminuição dos recursos destinados à infraestrutura rodoviária. Nos últimos quatro anos, a média do orçamento do Ministério dos Transportes para o setor rodoviário caiu 28%, passando de R$ 9,66 bilhões, entre 2011 e 2014, para R$ 6,97 bilhões, de 2015 a 2018.

Saiba mais 

Para fazer o levantamento, uma equipe técnica do Dnit percorreu, quilômetro por quilômetro, toda rodovia da malha federal pavimentada, fazendo um georreferenciamento das estradas por satélite.

De acordo com o Dnit, a pesquisa levou em conta a ocorrência e a frequência de defeitos no pavimento, além da roçada (altura da vegetação), a drenagem (dispositivos superficiais) e a sinalização (elementos verticais e horizontais).

Segundo a autarquia, uma pista em boas condições não tem buracos, com poucas ocorrências de remendos e/ou trincas; tem canteiros centrais e áreas vegetais laterais podadas; e sinalização visível. Por outro lado, uma pista com vários remendos, panelas (cavidades), de sinalização precária e mato alto pode ser considerada ruim ou mesmo péssima.

As rodovias em pista simples foram avaliadas em um sentido, considerando as duas faixas. Já as em pista dupla nos dois sentidos, de forma independente. Depois disso, os dados foram registrados no aplicativo criado pela área de engenharia do órgão para conclusão do levantamento e elaboração do relatório.

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