O mestre

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Recorda-se do nosso bate papo da semana passada?

Adoce a sua vida. Lembra-se?

Falei que muitas vezes reclamamos da nossa situação quando nós mesmos temos a solução na nossa frente.

Opções nos são dadas, apenas teremos que fazer a escolha certa.

Observe que muitas vezes nos tornamos insuportáveis por não suportar quem está diante de nós. Embora, existam pessoas que saem de casa com o espírito para torturar o próximo.

Pior é quando esse próximo somos sempre nós mesmos.

São aqueles dias que preferimos nem ter levantado da cama para sair de casa.

Atente para história abaixo:

Estavam assentados em um monte, o Mestre e seu discípulo meditando.

O jovem disse: Mestre queria lhe perguntar algo.

Como faço para não me aborrecer com as pessoas?

Algumas falam demais, outras são maldosas e invejosas, algumas são indiferentes.

Sinto ódio das que são mentirosas e sofro com as que caluniam.

Viva como as flores, advertiu o mestre.

Mas como? Como é viver como as flores? Perguntou o jovem.

Repare nestas flores continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.

Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas.

Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

Não é sábio permitir que os erros e defeitos dos outros a impeçam de ser aquilo que Deus espera de você.

Precisamos entender que os defeitos são deles e não seus.

Se não são seus, não há razão para aborrecimentos.

Exercitar a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora.

Isso é viver como as flores. Disse o mestre.

Você não precisa focar nos erros alheios, justificando assim sua insatisfação com a vida e as circunstâncias.

Tire a boa parte do adubo que chega até você.

Seja uma flor cujo aroma é agradável aos que estão ao seu redor.

Exale esse aroma.

Não deixe que o seu foco esteja no adubo.

Moral da história:

“Aprenda a dar sua ausência, para quem não sabe valorizar a sua presença.”

Colaborador Academia

Até a semana que vem se Deus quiser, e Ele há de querer.

Por Arnaldo Martins

Cebolinha

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