Pé-Quente: boa fase da seleção brasileira impulsiona vendas no comércio

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As três vitórias consecutivas da Seleção na Copa do Mundo, que garantiram o avanço às quartas de final, não só animaram os torcedores em Belo Horizonte, como contribuíram para quase acabar com os estoques de camisetas oficiais e licenciadas do Brasil, além de gerar promoções entre diversos itens de artigos esportivos.

Segundo análise da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em julho, o consumidor da capital tem cumprido a promessa de gastar, em média, R$ 117 com artigos esportivos, 17% a mais do que as despesas com roupas (R$ 100) e 129% a mais do que as despesas com bares e restaurantes (R$ 51).
“Com a Copa na reta final, aparecem as ofertas e promoções para esgotar os estoques. E parte do funcionalismo público recebeu a primeira parcela do 13º salário, o que ajuda nesses gastos”, diz Ana Paula Bastos, economista da CDL.

Nesse contexto, muitos lojistas têm aproveitado para tentar esgotar seus estoques de artigos do Brasil.

O comerciante Lucas Paiva, proprietário do Espaço da Copa, na Feira dos Produtores, comprou cerca de 100 variedades de itens, acumulando mais de 1.000 produtos, entre apitos, bolas, bonés, perucas, canecas e bandeiras. A expectativa é zerar o estoque até a semana que vem.
“Depois do segundo jogo do Brasil, abaixei o preço e fui vender tudo na faixa de R$ 10 a R$ 25, sendo que antes tinha cornetas de até R$ 50. Só as camisas é que são mais caras, R$ 75 no modelo polo bordado e R$ 20 na comum. Se o Brasil passar da Bélgica, o estoque acaba no meio da semana que vem”, diz Lucas.

No quesito camisas da Seleção, as vendas dispararam após a “Canarinho” vencer. Na Loja do Torcedor, no Shopping Oiapoque, têm sido vendidas pelo menos 100 camisas às vésperas de jogos do Brasil, com o boom de vendas impulsionado pela vitória sobre a Costa Rica. Para o confronto de hoje contra a Bélgica, a expectativa é superar essa marca. “Temos um estoque de 700 camisas e pode ser que elas já acabem na manhã do jogo. Cada uma sai a R$ 85, mas damos desconto de 15%para quem compra mais de 20 unidades para revender. Se o Brasil ganhar, não teremos mais camisas”, diz Claudeir Eglerson da Silva, gerente da Loja do Torcedor.

Com o estoque quase no fim, a loja Casa dos Craques tem vendido uma média de dez camisas por dia, totalizando, até agora, 160 unidades comercializadas. O estoque feminino, com cerca de 150 camisas, entre oficiais e genéricas, está esgotado. “A gente tem vendido mais as genéricas, que custam R$ 39,90. As oficiais ficam na casa de R$ 85,90, vendem menos. Mas, se o Brasil avançar, as vendas devem crescer pelo menos 20% e vamos tentar comprar mais para o estoque”, diz Robson.

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