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Psicultura alimenta esperança de ressocialização

NO CARDÁPIO – Peixes criados na Apac são usados na alimentação dos internos
NO CARDÁPIO – Peixes criados na Apac são usados na alimentação dos internos

Projeto de iniciativa da Epamig ensina novo ofício e abastece cozinha da Apac Sete Lagoas

A Apac Sete Lagoas tem um novo projeto de ressocialização para os internos da unidade. Trata-se de um criatório de peixes (tilápias), mantidos em um ambiente sadio e estruturado, que tem como responsáveis diretos os recuperandos.

A ideia que partiu do diretor-presidente da instituição, Flávio Rocha, ganhou força na parceria formada com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). O projeto engloba a recepção mensal dos alevinos, os tratos com ração específica, o monitoramento de qualidade da água, acompanhamento geral para verificação dos componentes estruturais (bomba d’água, sopradores, fluxo d’água, registros), se estão funcionando adequadamente, comportamento dos peixes, a limpeza, descarga, o abastecimento de água, dentre outras tarefas.

No final de 2017, o Dr. Giovanni Resende* começou a instalar o projeto tendo o aporte financeiro na ordem de R$50.000 do fundo pecuniário, liberado pelo Dr. Evandro Cangussu e Dr. Thiago à APAC, foi quando a EPAMIG entrou na parceria. Desde fevereiro o projeto está em funcionamento e a previsão da primeira pesca deverá acontecer a partir do mês de agosto. “Além da psicultura será produzida na APAC uma horta hidropônica e talvez para o futuro pode ser inserido o criatório de camarões” ressalta Dr. Flávio.” disse Dr. Flávio Rocha. O projeto é viável por utilizar pouca água, pouco espaço e pouca mão de obra. O prefeito Leone Maciel ofereceu apoio incondicional através do SAAE.

São sete tanques suspensos em ferrocimento, com cerca de 4.500 litros de volume útil. Dois deles são destinados à recriação dos alevinos, que chegam com um a dois gramas e permanecem por 60 dias nessa fase de berçário. Depois, mês a mês, o lote é transferido para o tanque de terminação, onde os animais permanecem por cinco meses, até alcançarem peso comercial (média de 900 gramas).

A previsão inicial, com essa estrutura produtiva, é de alcançar cerca de 200 quilos de tilápia mensalmente após a estabilização, que se dá com sete meses após o primeiro lote de alevinos ter sido entregue à Apac.

“A criação dos peixes está implantada apenas para os internos do regime semiaberto, já direcionado para inserção no mercado de trabalho, diferentemente da laboterpia. O projeto não exige estudo, apenas básico de matemática e português. Economicamente, esse novo processo poderá alimentar a economia municipal, tendo em vista que hoje as tilápias que consumimos vêm da represa de Três Marias, e esse consumo poderá vir diretamente da cidade”, projeta Flávio Rocha.

Além de destinar esse pescado para a alimentação dos próprios recuperandos, há a possibilidade de a Apac participar de algum programa de alimentação escolar do município ou mesmo fornecer a um menor custo o pescado para as famílias dos recuperandos.

“O projeto para mim foi bom, pois tenho uma experiência nova de trabalho, um conhecimento novo que eu possa dar sequência na rua. Pode ser um meio de sobrevivência”, ressaltou Breno Douglas, recuperando da Apac.

NO CARDÁPIO – Peixes criados na Apac são usados na alimentação dos internos
NO CARDÁPIO – Peixes criados na Apac são usados na alimentação dos internos

*Giovanni Resende – Possui graduação em Zootecnia pela Universidade Federal de Lavras (2004), Mestrado em Zootecnia na mesma Instituição (2006) e Doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2015). Atualmente é Pesquisador Científico da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Sistemas Produtivos, atuando principalmente nos seguintes temas: nutrição e alimentação de peixes, sistemas de cultivo, produção, eficiência econômica e comercialização.

Da Redação

Barbara Dias

Barbara Dias

Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.