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Dom Antônio Afonso Miranda, bispo mais velho do Brasil, morre em Juiz de Fora

(Foto: Arquivo Pessoal – Dom Antônio)

Religioso tinha 101 anos e estava internado no Hospital Albert Sabin

Morreu, na manhã desta segunda-feira (11), Dom Antônio Afonso Miranda, Bispo Emérito da Diocese de Taubaté (SP). O religioso estava internado no Hospital Albert Sabin, em Juiz de Fora. Dom Antônio tinha 101 anos e era o bispo mais velho do Brasil. O sepultamento está programado para esta terça-feira (12) em Mercês (MG). O horário ainda será definido.

Segundo informações da assessoria de comunicação da Arquidiocese de Juiz de Fora, Dom Antônio viveu de forma saudável e lúcida até os 100 anos de idade. No dia 4 de novembro do ano passado, sofreu uma queda no seu quarto. Foi socorrido e internado no Hospital Albert Sabin, onde passou por uma cirurgia para reconstituição do fêmur fraturado. O bispo teve uma rápida recuperação e retornou para casa, em Mercês.

Após dez dias, Dom Antônio passou mal e precisou ser novamente transferido para o mesmo hospital. O estado de saúde se tornou um pouco mais crítico e precisou que fosse internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Desde então, não chegou a recuperar-se totalmente.

Dom Gil lamenta morte

Ainda na manhã desta segunda (11), o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, divulgou uma nota de pesar, manifestando solidariedade aos familiares e aos religiosos da Arquidiocese de Mariana, responsável pela paróquia de Mercês. “Condoídos pelo seu passamento, todos devemos nos unir para louvar sua santa memória e agradecer a Deus pelos seus extraordinários serviços prestados à Igreja, como bom Sacramentino de Nossa Senhora e como Bispo dedicado e fidelíssimo. Requiescat in pace.”

Biografia e trajetória eclesial

Dom Antônio nasceu em 14 de abril de 1920, em Cipotânea, cidade conhecida por ser berço de mais de 60 padres e cinco bispos no período de menos de 100 anos.  Tempo depois, em 1929, se mudou com a família para Mercês (MG).

Entrou para o seminário da congregação dos Sacramentinos de Nossa Senhora em 1º de fevereiro de 1933, onde foi aluno e dirigido do fundador, padre Júlio Maria De Lombaerde, hoje com seu nome em processo de beatificação na Santa Sé. Nos três anos de Teologia que cursou no seminário do Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, conseguiu em todos os anos e em todas as matérias excelentes notas.

Em 1º de novembro de 1945 foi ordenado sacerdote. Como padre, dirigiu os seminários do Bom Jesus, em Manhumirim, e São Rafael, em Dores do Indaiá, onde também foi pároco por 16 anos em três diferentes períodos.

Já nos seus primeiros anos de sacerdote, teve influência decisiva na reorganização e consolidação da sua Congregação, que passava por momentos de instabilidade, sob o risco de extinção, depois que o seu Fundador e superior falecera tragicamente, em um acidente automobilístico no Natal de 1944. Essa sua participação determinante na vida dos Sacramentinos levou-o a ser eleito o primeiro Superior Geral da congregação com apenas 32 anos, tendo que aguardar uma licença especial de Roma para que assumisse, por causa da sua pouca idade.

Em 8 de novembro de 1971, teve a sua nomeação de bispo de Lorena (SP) e tomou posse noo dia 23 de janeiro de 1972. Entre as grandes realizações do seu primeiro governo diocesano, registra a fundação da Comunidade Canção Nova, que se tornou o maior complexo católico de comunicação do mundo. Chamou o Padre Jonas Abib e o designou para um trabalho de evangelização junto à juventude tendo como púlpito os meios de comunicação.

Em 1977 foi transferido para a Diocese de Campanha (MG) como bispo coadjutor, com direito à sucessão, e administrador apostólico com plenos poderes, em razão da doença de dom Othon Motta, que o impedia de dirigir aquela diocese. Deixou sua marca na cidade como um eficiente administrador e pastoralista. De Campanha foi transferido para a Diocese de Taubaté (SP) para suceder a dom José Antônio do Couto, que sofreu dois AVCs e ficou impossibilitado de governar.

Em Taubaté também ganhou fama de reconhecido pregador, grande administrador e incentivador das pastorais e movimentos leigos. O Papa João Paulo II aceitou a sua renúncia canônica em 22 de maio de 1996, e nomeou Dom Antônio como administrador apostólico até a posse do seu sucessor, dom Carmo João Rhoden, em 17 de agosto de 1996.

Dom Antônio era jornalista e advogado, formado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Membro da Academia Taubateana de Letras, era Cidadão Taubateano, título que lhe foi concedido em 3 de março de 2006. Nos últimos anos estava vivendo em Mercês, junto de seus familiares.

Fonte: tribunademinas.com.br

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Arnaldo Martins

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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