Alvaro Vilaça Colunistas

TEMPO ESPORTIVO 19 DE AGOSTO DE 2016

Reprodução da Internet
Reprodução da Internet

 

A Olimpíada Rio 2016 está sendo “a mais difícil” já realizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nos últimos tempos. Quem fez a afirmação foi o vice-presidente da entidade, o australiano John Coates, envolvido em eventos olímpicos desde os anos 70. Em 2014, ele já havia alertado que a organização era “a pior” que ela já havia visto.

No final de semana ele apontou uma vez mais para uma situação pouco confortável. Há sete anos, quando o Rio foi escolhido, o País estava à beira de ser um dos cinco maiores PIBs do mundo. Agora, a situação é bem diferente. O australiano é um dos homens de maior influência hoje no movimento olímpico, com uma posição de destaque no COI. Ele chegou a dizer que via o presidente do Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, “pouco animado” antes do evento.

Nas reuniões internas, o COI e os organizadores brasileiros têm realizado debates que beiram a tensão diante do acúmulo de problemas. Transporte, segurança, cor da água das piscinas, filas, ingressos, locais vazios, situação dos voluntários e problemas operacionais têm deixado membros da entidade irritados.

Agora, nem terminado o evento, as primeiras vozes de críticas começam a surgir. Em coletivas de imprensa diárias, o diretor de Comunicação do Rio-2016, Mario Andrada, tem repetidamente pedido desculpas pelas falhas. Foram apuradas informações de que os organizadores têm sido duramente pressionados em várias frentes e cobrados a trazer respostas imediatas para os problemas.

Questionada pela imprensa estrangeira, a cúpula olímpica chegou a afirmar que poderia ter “feito melhor”, que tudo está servindo de aprendizado e que, os eventos futuros no Brasil terão um padrão de qualidade maior, sobretudo se a economia do País reverter o posicionamento atual!

Na coluna da próxima semana, faremos um resumo do desempenho do Brasil do ponto de vista esportivo. As 42 modalidades, nos gêneros masculino e feminino, serão levadas em consideração para esta análise final.

DEFINIDA A DATA DE INÍCIO DA COPA ELDORADO 2016/2017

Final Copa Eldorado 2015/16 na Arena do Jacaré - Foto Barbara Dias
Final Copa Eldorado 2015/16 na Arena do Jacaré – Foto Barbara Dias

Foi realizada a primeira reunião para a definição dos detalhes iniciais para a disputa da 25ª edição da Copa Eldorado de Futebol Amador. De acordo com a direção da Rádio Eldorado, emissora promotora do evento, o pontapé inicial para a competição está confirmado para o dia 10 de dezembro, sábado, exatamente uma semana após o encerramento do Campeonato Brasileiro da Série A e demais competições que compõem o calendário do futebol profissional no Brasil.

Ainda não se sabe como será o regulamento desta edição, pois a coordenação trabalha com a possibilidade de um número um pouco maior de participantes, número este que não poderá ultrapassar a marca de 24 agremiações. Portanto, a Copa Eldorado 2016/2017 terá entre 16 e 24 equipes.

Tudo será definido a partir do dia 19 de setembro, data que marcará a abertura de inscrições para as equipes que pretendem disputar o campeonato.

Já em meados de outubro será realizada a primeira reunião que envolverá os representantes dos times, o coordenador James Carlos Costa, o Caroba, além da direção da Rádio Eldorado.

Conforme destacado anteriormente, cidades como Cachoeira da Prata, Capim Branco, Funilândia, Prudente de Morais, Matozinhos, Paraopeba, Baldim, Jequitibá e Santana de Pirapama já demostraram interesse em participar da Copa. De Paraopeba, por exemplo, já está confirmada a participação do Hermanos, 4º colocado na última edição. A equipe terá como patrocinadora máster a empresa Bazar Esporte, que aliás estará presente também no fornecimento de material esportivo para vários times de Sete Lagoas, dentre eles, o Trilhar do bairro Santa Rosa.

Demais informações podem ser obtidas diretamente na emissora, através do telefone (31) 3772-0244.

FOI DECISIVO EM 2015

Reprodução da Internet
Reprodução da Internet

O “Cruzeiro de Mano Menezes” segue, pelo menos por enquanto, na mesma toada do “Cruzeiro de Paulo Bento”. O time mostra bom volume de jogo, ofensividade, cria jogadas, mas não consiga traduzir a superioridade em gols e, quando é contra atacado, demonstra certa vulnerabilidade no sistema defensivo.

Em 2015 ele foi decisivo, mas na atual temporada ainda não conseguiu voltar a luzir o bom futebol do ano anterior. Willian foi um dos principais responsáveis por levar o Cruzeiro às vitórias na primeira passagem de Mano Menezes pela Toca da Raposa II. No princípio do segundo compromisso do técnico com o clube, o atacante se tornou suplente e tem visto do banco de reservas a reação da equipe.

Embora tenha aparecido entre os prediletos do treinador no revés para o Santos, na Vila Belmiro, o jogador foi apenas uma opção no empate contra o Corinthians e permaneceu nessa condição no jogo diante do Coritiba, domingo passado, no Estádio Independência.

Escalado como centroavante, ele fez 11 gols em 16 partidas sob a batuta de Mano Menezes, em 2015. Na ocasião, o time balançou as redes adversárias em 27 oportunidades. O jogador, portanto, se responsabilizou por 40,74% das bolas que terminaram nas metas dos rivais no período em que foi comandado pelo técnico gaúcho.

Quando o treinador chegou à Toca da Raposa II, em setembro do ano passado, a equipe ocupava a 16ª colocação, com 22 pontos, na 22ª rodada. Após a sua contratação, o time somou 30 pontos e terminou o torneio na oitava posição. O atacante foi o protagonista da recuperação cruzeirense.

A nova condição de Willian, contudo, tem uma explicação. O argentino Ramón Ábila marcou no triunfo sobre o Internacional, quando o dono da camisa 9 cumpriu suspensão automática, na igualdade diante dos paulistas, no Pacaembu e também frente ao Coritiba. Com isso, um dos homens de confiança da comissão técnica acabou entre os suplentes.

Nesta temporada, os números também estão a favor de Ábila. Em sete compromissos pelo Cruzeiro, ele fez quatro gols. Willian, por outro lado, esteve em campo em 26 jogos e balançou as redes somente seis vezes.

Esse é apenas um dos pontos a serem observados pelo treinador, que precisa aproveitar a sequência de jogos contra concorrentes diretos na parte de baixo da tabela, nestas cinco primeiras rodadas do returno, para que o Cruzeiro possa respirar a partir da 25ª rodada e, a partir daí, canalizar todas as energias na busca pelo título da Copa do Brasil.

DE OLHO NOS NÚMEROS

Reprodução da Internet
Reprodução da Internet

Marcelo Oliveira é um especialista em Campeonato Brasileiro e já conquistou a competição duas vezes. A recuperação do Atlético na reta final do primeiro turno evidencia o bom trabalho do técnico, que já encontrou uma forma ideal da equipe jogar e uma base de escalação, algo que ele sempre disse que gosta de ter. A derrota para o Santos, domingo passado, na Vila Belmiro, não tira do treinador as credenciais para coloca-lo como um técnico experiente e bem sucedido quando o assunto é disputa por regularidade.

Marcelo é do estilo que não gosta muito de rodízio, que tem um time titular bem definido e que procura a regularidade a todo custo em suas equipes. No Cruzeiro, deu certo, e no Galo o caminho também tem se mostrado correto, embora a escalação de Lucas Pratto e Fred, juntos, tenha sido bastante contestada após o revés em Santos.

Em entrevista recente, Marcelo Oliveira declarou que o Brasileirão desse ano pode ter um campeão com menos pontos do que as últimas edições. Isso porque várias equipes estão na briga pelo título e equilibradas, não só na tabela como no desempenho. E quanto mais equilibrado o campeonato, menos isolado o campeão é, portanto, com menos pontos ele levanta a taça.

Desde 2006, ano em que o Campeonato Brasileiro começou a ter o formato atual, com 20 equipes, o Campeão com menor pontuação foi o Flamengo, em 2009. Naquela ocasião, o Rubro-Negro levantou a taça com 67 pontos, e a parte de cima da tabela foi muito equilibrada. Ao término da última rodada, o Flamengo tinha 67, o Inter e o São Paulo tinham 65, e Cruzeiro e Palmeiras tinham 62.

Pontuação dos campeões brasileiros desde 2006:

2006 – São Paulo – 78 pontos

2007 – São Paulo – 77 pontos

2008 – São Paulo – 75 pontos

2009 – Flamengo – 67 pontos

2010 – Fluminense – 71 pontos

2011 – Corinthians – 71 pontos

2012 – Fluminense – 77 pontos

2013 – Cruzeiro – 76 pontos

2014 – Cruzeiro – 80 pontos

Por Álvaro Vilaça

Barbara Dias

Barbara Dias

Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

COMENTAR

Clique aqui para enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eldorado1300

AGENDA

agosto 2019
D S T Q Q S S
« jul    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Publicidade

ARQUIVO GERAL

Alvaro Vilaça

Alvaro Vilaça

Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Barbara Dias

Barbara Dias

Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

SILVA JUNIOR

Silva Júnior

Silva Júnior

Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

Cebolinha

Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.