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Diante dos casos da variante Delta, uso da máscara ainda é indispensável

FLAGRANTES – No Centro de Sete Lagoas, basta um rápido giro para encontrar pedestres sem a máscara de proteção contra a Covid

A segunda dose da vacina é muito importante para reforçar a imunização.

Obrigatório desde julho do ano passado, o uso da máscara como escudo para evitar o contágio da Covid não pode ser ignorado. Para especialistas, a utilização só pode se tornar facultativa após o controle da variante Delta, que faz cada vez mais vítimas, bem como o avanço da segunda dose da vacina, que em alguns caso, a partir da segunda quinzena de setembro, terão dose de reforço (terceira dose), provavelmente com os imunizantes da Pfizer.

Em conversa com o Secretário Municipal de Saúde, Dr. Flávio Pimenta, ele destacou que os exames para testagem específica à variante Delta, são demorados, o que, até então, não confirmou casos em Sete Lagoas. “Essas análises da tipagem de cepa são um pouco morosas. Elas demoram muito para poder ter essa definição, porque essa análise é feita em laboratório específico. As amostras são enviadas para os centros de análise que tenham condições de fazer essa tipagem, mas na medida que você tem resultados positivos em regiões próximas, aí você entende que é possível sim, ter a cepa circulando, não só nas cidades que já foram detectadas, como em Belo Horizonte, mas também, em toda a região”, alertou o secretário.

Dr. Flávio ressaltou a importância de continuarmos mantendo os cuidados de prevenção, e seguir o cronograma da segunda dose da vacina. “Obviamente o que é possível fazer para se proteger e evitar essa disseminação, é justamente manter os cuidados já determinados, que a gente já vem batendo aí desde o início, e também incentivar a vacinação, a gente está reforçando muito a questão da segunda dose, em relação às pessoas que as vezes esquecem, que as vezes perdem o calendário, então têm que ficar atento a isso. Estamos avançando gradativamente, estão chegando as vacinas, a gente está fazendo”, evidenciou o médico.

Sobre a aplicação da terceira dose, agora autorizada pelo Ministério da Saúde, Dr. Flávio ratificou a informação. “Em relação à terceira dose da vacina, nós recebemos um comunicado do órgão de controle de vacinação do Estado, avisando que provavelmente a partir, do dia 15 de setembro deve começar essa vacinação, e os critérios e parâmetros devem ser definidos, provavelmente começando com idosos e população da saúde, que foram os grupos prioritários que começaram o processo de imunização”, pontuou Pimenta.

Em Belo Horizonte, apenas 39% da população está completamente imunizada. Alguns médicos, inclusive, garantem ser impossível abandonar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) antes do fim deste ano.

A desobrigatoriedade da máscara não é assunto novo em Brasília. Desde junho, o presidente Jair Bolsonaro quer viabilizar a medida. Chegou a solicitar ao Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estudo sobre o tema. Nessa semana, o chefe do Executivo voltou à pauta e afirmou que estipularia uma data para colocar a recomendação em vigor.
Mandatários mineiros também tentaram tomar a mesma medida. Caso do prefeito de Santa Luzia, na Grande BH, Christiano Xavier, que queria a liberação em festas para até 200 pessoas. A Secretaria de Saúde da cidade, no entanto, desaconselhou a medida.

Para o infectologista, Unaí Tupinambás, membro do Comitê de Enfrentamento à Pandemia em BH, tal flexibilização só deveria entrar em discussão no fim de 2021 ou no início do próximo ano. “Apenas quando 85% da população estiver completamente vacinada poderemos repensar o uso da máscara e o distanciamento entre as pessoas”, avaliou.

Segundo o especialista, países que tornaram facultativa a utilização precisaram voltar atrás. Alguns estados dos EUA tornaram a recomendar o uso da proteção no mês passado por conta do aumento de casos da cepa originária na Índia.

Em Sydney, na Austrália, duras regras de distanciamento social e o controle de fronteiras possibilitaram os baixos números da doença, liberando o uso das máscaras ainda no começo do ano. Porém, a obrigatoriedade no transporte público voltou em junho, após a ameaça da Delta.

Na sexta-feira passada, a Guarda Municipal fez mais de mil abordagens a torcedores do Cruzeiro que estavam sem o equipamento ou utilizando de forma incorreta no entorno do Mineirão. Todos fizeram a adequação necessária e não precisaram ser punidos.

Mais comum nas amostras analisadas, casos da variante Delta crescem 740% em Minas

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, informou, nesta quinta-feira (26), que a variante Delta da Covid-19 já é a mais comum entre os estudos genômicos feitos em Minas. Ao todo, 101 casos foram identificados como a cepa originária na Índia. Duas pessoas morreram.

“Dentro das 200 amostras semanais em que se fazem estudos genômicos, a variante Delta está crescendo. Hoje, a maioria é a Delta”, afirmou o titular da pasta, em entrevista coletiva.

Até então, a mutação mais comum era a Gama (P1), de Manaus. Conforme o gestor, as macrorregiões de saúde Central, Sudeste, Leste do Sul e Noroeste demandam mais atenção por estarem localizadas próximas a estados que também confirmaram a transmissão comunitária da doença.

“Em números absolutos, (a quantidade de casos) parece pequena. Mas, proporcionalmente, é muito. É um novo capítulo da pandemia”, disse Baccheretti.

Diante desse aumento do número de casos da Delta, o secretário lembrou a necessidade de tomar a vacina contra o coronavírus, principalmente a segunda dose. Além disso, ele reafirmou a necessidade de se utilizar máscaras e manter as medidas de segurança. “A guerra não acabou. As coisas estão melhorando, mas não acabou”, concluiu.

Da Redação com Hoje em Dia

Luiz Augusto Barros
@luizaugbarros
Barbara Dias

Barbara Dias

Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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