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Júri popular condena irmãos pela morte de advogado a quase 60 anos de prisão

Júri popular que condenou irmãos pelo assassinato de advogado

Os dois irmãos suspeitos de matarem o advogado Juliano César Gomes em Funilândia em 21 de maio do ano passado, foram  a júri popular nesta quinta-feira (29). A audiência com mais de 15h de duração aconteceu na comarca de Sete Lagoas, onde o corpo foi encontrado. O julgamento foi presidido, pela juíza Elise Silveira dos Santos, tendo iniciado a sessão do júri popular às 9 h de quinta-feira, 29 e a sentença proferida às 00:17 desta sexta-feira.

J.F.N. e J.M.F.N. foram acusados de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e roubo do cartão e celular da vítima. Eles teriam agido a mando do advogado T.F.C., que também será julgado, em data ainda a ser definida, por ocultação de cadáver e resistência à prisão.

O Tribunal do Júri, presidido pela juíza Elise Silveira dos Santos,  reconheceu por maioria dos votos, que os irmãos J.F.N e J.M.F.N  concorreram para os disparos de arma de fogo em desfavor da vítima T.F.C, que causaram sua morte. As penas dos irmãos juntas somam 56  anos de prisão, sendo J.F.N condenado há 32 anos de reclusão e 45 dias- multa. Já J.M.F.N  teve a pena fixada em 24 anos e 5 meses de reclusão e 40 dias-multa.

Na sentença, foi considerado pelas provas no processo  que o crime foi premeditado, pois houve um combinado prévio dias antes com os envolvidos.  foram mantidas as prisões preventivas dos irmãos e respectivos mandados de prisões até o cumprimento das penas com validade até 29/07/2041.

Relembre o crime

Conforme a denúncia, o crime foi planejado antes pelo advogado, que era amigo da vítima, como uma “queima de arquivo”. De acordo com a apuração, T.F.C. seria julgado pela prática de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Indicado como testemunha de defesa nesse caso, Juliano afirmou que “não mentiria e falaria apenas a verdade”.

Em 15 de maio de 2020, quando estava em um sítio, o apontado como mandante do homicídio propôs a J.F.N. que “resolvesse a situação”, em troca de aproximadamente R$ 2,5 mil em maconha. Cinco dias depois, T.F.C. teria buscado os irmãos em Sete Lagoas e fornecido a arma, que seria usada no assassinato.

Em 21 de maio, o advogado teria marcado um encontro com Juliano, dizendo que precisava do carro dele emprestado. Na ocasião, a vítima teria sido rendida pelos irmãos, teve os bens subtraídos e assassinada em uma estrada em Funilândia.

A família de Juliano comunicou o desaparecimento à polícia, e o veículo foi localizado. As câmeras de segurança registraram o carro de um dos irmãos seguindo o da vítima na mesma região. Para fazer a investigação, o sigilo telefônico dos envolvidos foi quebrado, o que permitiu aos investigadores interceptarem uma ligação de J.F.N. ao pai, quando teria confessado o crime. O genitor teria orientado o filho a não se entregar e nem revelar onde estava o corpo.

Alguns parentes de Juliano conseguiram acessar a conta de e-mail dele e localizaram mensagens trocadas com T.F.C. em um aplicativo. Na conversa, havia informações sobre o encontro marcado na mesma noite em que a vítima desapareceu.

A defesa de T.F.C. negou a participação, apresentou um álibi e refutou as provas obtidas por meio do endereço eletrônico, dizendo que o conteúdo poderia ter sido manipulado. Ele também afirmou que não conhecia os irmãos e afirmou que não havia conflito com a vítima. A defesa ainda alegou que os registros das antenas de telefonia poderiam comprovar que o aparelho telefônico, durante o crime, estava na região em que residia, e que a acusação seria uma perseguição dos policiais civis, que também o teriam envolvido injustamente em outra investigação.

A juíza Elise afirmou,que havia indícios o suficiente para que o crime fosse analisado no Tribunal do Júri, principalmente pelas mensagens encontradas no e-mail e os depoimentos dos irmãos, que confessaram o crime e apontaram T.F.C. como mandante.

Fórum “Desembargador Félix Generoso” em Sete Lagoas onde aconteceu o julgamento

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Alvaro Vilaça

Alvaro Vilaça

Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Redação Redação

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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