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Covid: Minas tem queda em mortes, mas casos ainda crescem

Quantidade de óbitos no Estado caiu 14% em junho. Foi o segundo mês consecutivo de redução. Por outro lado, média de pacientes contaminados teve aumento de 12%.

A vacinação contra a Covid pode já estar oferecendo resultados positivos, embora ainda tímidos, na contenção da pandemia em Minas. Enquanto o número de casos confirmados cresceu entre maio e junho, houve um decréscimo nas internações e nas mortes pela doença no Estado.

Depois do pico atingido em abril deste ano, com um ritmo de 312 vítimas por dia, a quantidade de mortes causadas pela Covid-19 no Estado caiu pelo segundo mês consecutivo. A média de óbitos confirmados diariamente no Estado reduziu de 219 em maio para 188 em junho – uma queda de 14%.

Na contramão dessa melhora, porém, a incidência de novos casos voltou a subir, colocando junho num patamar muito próximo do observado nos momentos de maior descontrole do contágio em Minas, entre março e abril. A média diária de pacientes contaminados subiu 12%, de 6.867 em maio para 7.692 neste mês.

Para efeito de comparação, o auge da curva de novos casos foi registrado em março, com 7.910 por dia. Naquele momento, o governo estadual se viu diante da necessidade de impor medidas ainda mais restritivas à mobilidade, e a criação da Onda Roxa do Minas Consciente levou o comércio não essencial a ser fechado em boa parte dos municípios.

A queda no número de mortes pode indicar sucesso da vacinação. Os primeiros mineiros imunizados com a Coronavac (Butantan) começaram a alcançar a imunização completa por volta de 4 de março, e aqueles que receberam a Covishield (AstraZeneca/Oxford/Fiocruz), por volta do dia 24 de abril.

Apesar de ainda não ter alcançado 13% da população mineira com as duas doses, a campanha já imunizou mais de 80% das pessoas pertencentes a alguns dos grupos de maior risco, como trabalhadores da saúde, idosos asilados ou acima dos 70 anos e povos indígenas, conforme o Vacinômetro da SES-MG.

Em contrapartida, o aumento dos casos pode mostrar maior relaxamento do isolamento social e aumento da circulação de novas variantes entre os mais jovens. Presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano diz que é cedo para se ter conclusões.

“Acreditamos que isso pode ser, sim, reflexo da vacina. Estamos tendo casos um pouco menos graves. Mas essa é só uma impressão. Continuamos com uma preocupação muito grande de uma nova piora nas internações, embora tenha tido queda na ocupação de leitos”, afirma. A ocupação de leitos de UTI Covid em Minas está em 74,81%.

Segundo a SES-MG, houve redução de 13% nas solicitações para internação nas últimas quatro semanas. Outra mostra de que a vacina está surtindo efeito nas faixas etárias mais velhas é que a média de idade das vítimas caiu de 71 anos, em fevereiro, para 68, hoje, considerando os óbitos acumulados.

 

Fonte: O Tempo

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Alvaro Vilaça

Alvaro Vilaça

Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Redação Redação

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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