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APOSENTADORIA OU PÉ NA COVA?

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O povo já não aguenta mais o disse me disse, chove e não molha, vota não vota, aprova ou não aprova as Reformas da Previdência que poderá acabar de vez com a aposentadoria do trabalhador brasileiro. A grande maioria do povo acredita que a aprovação das Reformas da maneira como o Governo está propondo possivelmente acabará com a aposentadoria.

Dificilmente haverá saúde ou mesmo vida saudável para o trabalhador curtir o merecido descanso remunerado após longos anos de trabalhos prestados e, contribuindo mensalmente para o benefício.

A pergunta que até o momento o povo não tem a resposta é a situação financeira do INSS. Afinal de contas: Tem déficit ou não o INSS? É sustentável ou não? Tá falido ou não? Se ta falido é porque houve rombos no sistema previdenciário. Por que o trabalhador terá que pagar por um rombo que não cometeu? Por que não aprovam uma lei que determina o tempo para aposentadoria dos parlamentares de Brasília igualmente ao tempo do povo que os elegeu? Por que os parlamentares de Brasília não são contribuintes do INSS como o trabalhador normal? Até quando os contribuintes ficarão a mercê de pagar rombos dados nos cofres públicos?

As manchetes diárias apresentam a cada dia um novo nome citado nas “falcatruas” desse país. Se por uma infelicidade sua o INSS te pagar indevidamente algum valor em seus benefícios seja ele pensão ou aposentadoria, você pode ter a certeza que eles (INSS) irão te cobrar cada centavo de volta. O ressarcimento é imediato sob pena de penhorar seus bens (nós os pobres coitados).

Há décadas a Previdência Social brasileira vem sofrendo com fraudes, que envolvem cifras bilionárias. Um de seus maiores escândalos foi descoberto em 1991 e ficou conhecido como Caso Jorgina de Freitas.

A fraude, noticiada em 22 de maio de 1991, era realizada por uma quadrilha formada por 20 pessoas, encabeçada pelo juiz Nestor José do Nascimento. Os desvios eram realizados nas áreas de concessão de benefícios e de Assistência Médica, utilizando, inclusive, nomes de pessoas mortas. O ex-juiz foi condenado a 15 anos de reclusão em regime fechado, em 1992.

Dois anos depois, recebeu mais seis anos de pena, pelo crime de facilitação a terceiro na posse de cocaína.

Em 1992, Ilson foi considerado o maior fraudador do INSS: em uma só indenização, conseguiu desviar US$ 128 milhões (cerca de R$ 400 milhões), tendo sido condenado a 14 anos de prisão. A polícia descobriu que a maior parte do dinheiro fora enviada ao exterior através de conta bancária do próprio Ilson, que também utilizou contas de clientes. Mas os rombos no INSS não pararam por ai.

A segunda maior fraudadora foi a advogada Jorgina, que desviou US$ 112 milhões (R$ 360 milhões) e foi condenada em 1992 à  mesma pena de Ilson. Sua extradição para o Brasil só aconteceu em 14 de fevereiro do ano seguinte, após negociações diplomáticas que incluíram a redução da pena para 12 anos de prisão.

Então em pergunto: todo esse montante de dinheiro desviado e comprovado, onde está? Fala-se que o escândalo de outros desvios de dinheiro do INSS que ainda está para ser desvendado em breve tem dimensões maiores que a “Petrobrás”. Dessa forma o INSS certamente não terá caixa para sustentar os aposentados como declarou o Ministro da Economia.

Na contabilidade se o débito for sempre maior que o crédito haverá saldo devedor né Ministro!

Os rombos sendo sempre maiores que as receitas de contribuições certamente o INSS não terá sustentabilidade (palavra bonita né). Rs.rs.rs.rs.rs.

 

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Até a semana que vem se Deus quiser, e Ele há de querer.

Por Arnaldo Nogueira

Cebolinha

Barbara Dias

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Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

1 COMENTÁRIO

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  • No caso da Jorgina, todos os bens dela foram levados a leilão pelo governo, e que os valiam milhões foram vendidos por alguns milhares, fazendo com que o governo também fizesse parte da quadrilha do rombo da Previdência. Muitas aposentadorias, não tenho provas, mas tenho convicção, que são trocas de favores.

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Silva Júnior - Jornalista, radialista, colunista e setorista do futebol sete-lagoano, assina ainda o programa Eldorado nos Esportes na Rádio Eldorado AM 1300

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Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.