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Pandemia da Covid-19 deixa quase 5 mil pessoas na fila de espera por órgãos em Minas

Foto: Reprodução/TV TEM

Pacientes que dependem de um transplante de órgão para ter uma vida normal ou mesmo sobreviver foram atingidos em cheio pela pandemia da Covid-19. A fila de espera cresceu 21,5% em 2021, atingindo o maior patamar em cinco anos. São quase 5 mil mineiros aguardando por procedimentos, conforme dados do MG-Transplantes.

Em 2019 e 2020 houve uma redução de 17% no número de doadores. Muitos se infectaram com o novo coronavírus, sendo descartados. A baixa disponibilidade de leitos de terapia intensiva é um dos principais agravantes, pois as pessoas precisam de internação antes das cirurgias. Na capital, a ocupação das UTIs já é maior do que a capacidade de atendimento.

Aliado a isso, profissionais estão se dedicando cada vez mais ao atendimento dos contaminados pelo vírus. “Sem doador a gente fica de mãos atadas e impacta no cuidado dos pacientes pré-transplantes”, afirmou o chefe do programa de transplante cardíaco da Santa Casa de BH, Sílvio Amadeu.

Segundo o médico, o isolamento social também contribuiu. Com a quarentena, houve queda nas consultas e novos diagnósticos para transplantes deixaram de ser feitos, o que pode provocar um problema ainda maior no futuro. “Com as cidades fechadas, muitos pacientes que são do interior não conseguem ser encaminhados e chegar ao centro”.

Atualmente, 4.981 pessoas aguardam na fila por um órgão em Minas. A maioria (2.872) espera por um rim. Até o ano passado, 4,6 mil mineiros esperavam por doações, enquanto em 2019, 4,1 mil

Recusas

Um gargalo antigo ficou mais evidente no ano passado. Segundo o diretor-geral do MG-Transplantes, Omar Cançado, o índice de recusa familiar cresceu em 2020, saindo de 35% para mais de 50%. “As pessoas ficaram mais reclusas, deprimidas com a situação e acabou refletindo no aumento da taxa no momento em que oferecemos a oportunidade da doação”.

Os mais prejudicados são aqueles que esperam por um transplante de córnea. Por conta de uma determinação do Ministério da Saúde, esse tipo de cirurgia passou a ser considerada eletiva.

“Caíram mais de 50%. Durante as Ondas Roxa ou Vermelha, as captações em doadores com parada cardíaca estão proibidas”, disse o médico. Para o diretor do MG-Transplantes, enquanto a situação da pandemia não melhorar, as doações devem continuar caindo.

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Alvaro Vilaça

Alvaro Vilaça

Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

Redação Redação

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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