O paciente desenvolveu a doença pela primeira vez em maio do ano passado, com resultado positivo em exame laboratorial. Uma nova infecção foi confirmada em janeiro de 2021. Segundo informações repassadas pela pasta, o caso mais recente indica uma nova cepa, que ainda não havia sido detectada no país.

Os dois exames foram analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) por meio do sequenciamento genético que identificou que o vírus da primeira infecção é diferente do da segunda, o que pode justificar a reinfecção.

Conforme protocolo do Ministério da Saúde, a SES considera confirmada ou suspeita a notificação de quem apresenta novo quadro clínico a partir de 90 dias após a primeira confirmação da doença. A reinfecção só é comprovada após sequenciamento genético da primeira e segunda amostras positivas, através do exame de Biologia Molecular (RT-PCR).

No Brasil, ao menos outros cinco casos ja foram atestados e confirmados. O primeiro, de uma paciente de 37 anos, de Natal. O segundo, no interior de São Paulo, em uma mulher de 41. Na Bahia, uma paciente de 45 anos foi infectada em maio e em outubro.

Em janeiro, o Ministério da Saúde confirmou um caso de reinfecção com uma nova variante no Amazonas. A paciente é uma mulher de 29 anos, infectada inicialmente em março do ano passado. O segundo diagnóstico ocorreu no fim de dezembro. Além da paciente do Amazonas, uma outra apresentou em seus exames uma mutação do vírus notificada também na África do Sul.

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