No episódio mais recente da saga dos desafetos, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar a favor do zagueiro Dedé, permitindo a rescisão de contrato do atleta com a agremiação azul. Isso após alguns capítulos em que o beque acionou a Justiça requerendo mais de R$ 35 milhões e chegando a citar que vivia na Toca II uma situação “análoga à escravidão”.

Pesadelo

Os atletas citados fizeram parte do rebaixamento do Cruzeiro em 2019, e a maioria deles deixou o clube. Mas nem todos pela porta da frente. Thiago Neves e Fred que o digam. O TN10, considerado um dos culpados pelo desempenho pífio do time em campo naquela temporada e pivô de várias polêmicas, incluindo a demissão de Rogério Ceni (Dedé também esteve envolvido nessa novela) e no famoso “Fala, Zezé!”, chegou a acionar a Raposa exigindo R$ 16 milhões.

Já Fred, além de pouco produzir em sua segunda passagem com a camisa azul e branca e perder a queda de braços com o Galo (o atacante precisou pagar mais de R$ 18 milhões ao Alvinegro, em dívida que envolveu o Cruzeiro), obteve rescisão de contrato com os celestes.

Outros atletas, como Robinho, também levaram o clube à Justiça. E houve aqueles que não apenas não deixaram saudades como renderam à Raposa problemas na Fifa, como o Spartak Moscou, que exigiu o pagamento pelo empréstimo de Pedro Rocha, em fevereiro de 2020, e o Pyramids, do Egito, indicando que os mineiros não quitaram a compra dos direitos de Rodriguinho, no valor de mais de R$ 26 milhões.

O caso menos problemático foi a ida de Romero para o Independiente, da Argentina, por questões familiares. Léo e Henrique (este retornou ao clube após curta passagem pelo Fluminense), por sua vez, não têm presença garantida para esta temporada, já que precisam acertar suas situações salarias com a diretoria.

Em meio a isso tudo, o Cruzeiro tem em 2021 uma nova chance de se reerguer dentro de campo, depois de duas temporadas fracassadas.