Apoiador do combate ao câncer de mama, Atlético lança camisa rosa para as torcedoras

1
535

O Atlético novamente terá uma camisa rosa em sua coleção; em 2010, o time usou a tonalidade no material de treino, desta vez, o objetivo é abraçar a campanha Outubro Rosa, que defende o combate ao câncer de mama.

Assim como fez no Botafogo e nas outras equipes as quais mantém parceria, a empresa Topper – fornecedora de material esportivo do alvinegro mineiro – produziu uma camisa especial para as torcedoras do Galo. A camisa custa R$ 160,00 e já está nas lojas credenciadas. São 2 mil exemplares colocados à venda.

Especulava-se que o manto fosse produzido também na versão masculina e que os jogadores da equipe principal o vestiriam durante o aquecimento. A reportagem, porém, entrou em contato com Lucas Couto, gerente de marketing do clube, e o mesmo rechaçou a ideia. Segundo ele, trata-se de uma ação da Topper, vista com ótimos olhos pelo Atlético, mas voltada apenas para as mulheres.

outurbro-rosa

Outubro Rosa

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

No Brasil, as campanhas de conscientização sobre o câncer de mama acontecem desde 2002 e à partir de 2011 sobre o câncer de colo do útero em diversos estados. A publicidade adotou o tom de rosa como motivador de campanhas no período, e ações em mídias sociais também tendem a ser reforçadas durante este mês. No entanto, especialistas da área médica ressaltaram, em levantamento apresentado em 2017, que ainda que a conscientização seja muito importante, é necessário cuidado com as mensagens divulgadas neste período.

Uma análise das postagens realizadas em redes como Facebook e Twitter em língua portuguesa mostrou que existe bastante desinformação nas campanhas de conscientização, especialmente acerca do autoexame, que não é considerado suficiente para a detecção precoce da doença. Tocar o próprio corpo e reconhecer sinais de possíveis mudanças é uma importante ferramenta de empoderamento da mulher frente à própria saúde, mas não substitui a mamografia, por exemplo.

 Dados do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) apontam que apenas 2,5 milhões de mamografias foram realizadas em 2014, equivalente a uma taxa de 24,8%, bem menos do que os 70% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) Em vários lugares do mundo principalmente nos EUA o outubro rosa é caracterizado por monumentos da cor rosa.

1 COMENTÁRIO

Deixe uma resposta