Redução de clientes ameaça programa de estímulo a hortas

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Do bem – Projeto usa bolsas retornáveis e garante renda para 12 famílias

Ação para mesa saudável e geração de renda a agricultor familiar luta por mais consumidores

O programa Direto da Horta, de estímulo ao consumo de hortaliças sem agrotóxicos e geração de renda para famílias de produtores em bairros de Sete Lagoas, completa um ano com o desafio de aumentar a clientela para se manter em funcionamento.

A cartela de clientes sofreu redução de 16% nos últimos meses e a coordenadora geral e responsável pela venda das cestas, Cirlei Santos, atribui a queda à falta de informação da população, sobretudo em relação aos benefícios nutricionais dos produtos frescos sem uso de defensivos químicos no processo de cultivo.

“Muitos não sabem a importância dos produtos sem agrotóxicos e querem comparar o preço com os produtos de sacolões. Outros não têm poder aquisitivo para aderir”, avalia. Pesquisa do IBGE revela que o uso de agrotóxico nas fazendas mineiras aumentou 60% em 12 anos, representando risco para trabalhadores e consumidores.

Quem recebe a cesta em casa toda semana só tem elogios a fazer. Além da comodidade, a qualidade dos produtos salta aos olhos. Cliente do programa desde dezembro de 2017, Carlos Dias elogia o programa e conta que a comodidade e a qualidade dos produtos valem o custo.

“Eu me preocupo muito com a saúde da minha família. Desde que conheci o projeto me encantei e logo fiz a adesão. Não me arrependo, pois recebo produtos frescos semanalmente e vario de acordo com o meu gosto e minha necessidade”, conta.

São oferecidos três tamanhos de cesta. O cliente escolhe aquela que mais se adequa às suas necessidades e seu bolso, paga um valor mensal e recebe os produtos toda semana.
A menor, contendo quatro ítens, custa R$ 65; a média, com seis ítens, sai a R$ 90; e a maior, com oito ítens, custa R$ 110. Os produtos são divididos em metade leguminosas e metade folhosas.

Além de melhorar a qualidade da alimentação, ter a facilidade de receber em casa, o projeto ajuda os agricultores familiares da cidade.

Maria José, por exemplo, é produtora na horta do Vapabuçu há 12 anos. Ela exalta a importância do programa como fonte de renda e sustento da família. “A horta tem uma importância muito grande, pois nossa renda vem toda dela”, afirma.

Segundo ela, o projeto melhorou a fonte de renda de vários agricultores. “Por ser a única renda de várias famílias como a minha, é que batalhamos pela captação de novos clientes para fortalecer nosso grupo e continuarmos levando esses produtos para a mesa dos sete-lagoanos”, ressalta.

O programa, realizado pela Prefeitura em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e com a Unifemm e PUC Minas, conta com uma média de 60 clientes por semana.

A iniciativa gera renda para 12 famílias de produtores das hortas dos bairros Nova Cidade, JK e Vapabuçu.

Da Redação

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