Mais emprego no acumulado do ano em Sete Lagoas

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EXPANSÃO – Um dos destaques é o projeto de ampliação da fábrica da Ambev, que aumenta expectativa de geração de emprego

Novos empreendimentos têm favorecido a criação de vagas na cidade

A chegada de novos empreendimentos e a ampliação de negócios já existentes na cidade estão estimulando a criação de vagas de emprego em Sete Lagoas.

Pesquisa do Núcleo de Estudos Econômicos e Sociais (Nees) do Unifemm indica que nos cinco primeiros meses do ano o saldo de vagas na cidade é positivo, com 801 oportunidades geradas, com destaque para o setor da indústria de transformação, com 499 novas vagas.

A pesquisa do Nees também mostra que essa foi a tendência nos últimos 12 meses, com um saldo positivo de 1.138 postos de trabalho.

“No período compreendido de 2 de janeiro a 31 de maio, formalizamos, por meio da Sala Mineira do Empreendedor, antigo Minas Fácil, a abertura de 219 empreendimentos no município”, afirma Leonardo Teixeira Lobato, superintendente de Desenvolvimento Econômico e Turismo/Agente de Desenvolvimento de Sete Lagoas.
Leonardo aponta que “o mercado de trabalho sempre foi e será inconstante, afetado ou não pela crise econômica ou pela própria evolução natural das profissões. “O que importa é o discernimento e a preparação para viver cada etapa necessária dentro do perfil profissional do nosso momento”, avalia.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sete Lagoas, Geraldir Alves, o momento é muito difícil, mas há uma perspectiva positiva.
“Estamos vivendo uma época muito difícil, com falta de perspectivas políticas. Acho que um otimismo maior no setor virá mesmo somente após as eleições. Acredito que ainda teremos mais um ano e meio de lutas. Mas no caso de Sete Lagoas, a perspectiva é positiva, pois temos a Ambev ampliando, a OMPI abriu novas vagas e, com isso, temos um momento favorável”, afirma.

PERÍODO
Em maio, no entanto, a cidade não conseguiu aumentar o número de novos postos de trabalho. Situação que pode ser um reflexo da greve dos caminhoneiros.
A pesquisa do Nees registrou 1.343 contratações e 1.351 demissões naquele mês, ou seja, um saldo negativo de oito vagas. Dos oito setores analisados pelo núcleo, apenas três registraram expansão. Entre os destaques está o comércio, com um saldo positivo de 57 vagas. Por outro lado, a indústria de transformação teve uma retração de 60 cargos.
Com estes resultados, Sete Lagoas ficou na 73ª posição entre os 110 municípios com mais de 30 mil habitantes de Minas na geração de emprego.
O cenário local foi contrário ao estadual e ao nacional. Em maio, o Brasil registrou um aumento de 33,7 mil postos de trabalho, com destaque para a agropecuária, com quase 30 mil novos empregos. Minas também teve um saldo positivo, com 19,8 mil vagas.

INDÚSTRIA
A greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio, também afetou negativamente a economia mineira, de acordo com os dados divulgados pela Pesquisa Indicadores Industriais de Minas Gerais (Index) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
O resultado da série histórica do faturamento é o pior desde 2003, com uma queda na variação mensal de 15,3% em comparação a abril e queda de 14,8% em comparação a maio do ano passado.

“A indústria deixou de faturar por não poder entregar seus produtos e também por não receber os insumos. Toda a logística foi prejudicada”, afirma Paulo Casaca, economista da Fiemg.

“Os insumos deixaram de chegar às empresas e os produtos finais aos consumidores. Além disso, a produção teve de ser paralisada, uma vez que as empresas não conseguiam escoar os produtos através do modal rodoviário”, ressalta Casaca.

Em contrapartida, o emprego, a massa salarial e o rendimento médio real aumentaram no mês.

Da Redação com (Nees) do Unifemm

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