Coluna Tempo Esportivo – 25 de junho de 2018

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O atacante colombiano Chará é uma das esperanças da torcida do Atlético para a sequência da temporada, após o encerramento da Copa do Mundo na Rússia.

Tempo Esportivo

Primeiro Tempo

Após alguns dias de pausa, em função da disputa da Copa do Mundo, os clubes mineiros voltaram aos treinamentos no início desta semana. Ainda faltam mais de duas semanas para o reinício do Campeonato Brasileiro e das demais competições oficiais, mas, nos bastidores, as novidades não param de surgir.

Enquanto o América anunciou a efetivação de Ricardo Drubscky para a vaga deixada por Enderson Moreira, que foi treinar o Bahia e o Cruzeiro tenta manter seus principais jogadores para a sequência da temporada, lutando contra a cobiça dos clubes europeus, o Atlético foi ao mercado e contratou vários atletas para reforçar o elenco, com vistas ao segundo semestre.

Foram muitas as novidades do Galo na reapresentação do elenco: Os atacantes Chará, Edinho e Denílson e o meia David Terans, além do volante José Welisson, envolvido numa troca por empréstimo com Arouca, que vai jogar no Vitória da Bahia.

Roger Guedes segue como grande incógnita no clube. O jogador é pretendido por vários times, mas não ocorreu nenhuma definição até o início da semana. O torcedor do Galo espera que o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com nove gols, fique ao menos até o fim do ano, quando termina o vínculo de empréstimo. O Alvinegro ainda tenta levantar recursos para cobrir as propostas estrangeiras e ficar de vez com o jogador de 21 anos.

O Atlético terá um período sem jogos oficiais até o dia 18 de julho, quando volta a competir pelo Campeonato Brasileiro. O primeiro compromisso alvinegro após a Copa do Mundo será o Grêmio, em Porto Alegre. Em seguida terá o Palmeiras, em São Paulo. Atualmente, o Galo é o vice-líder do Nacional, quatro pontos atrás do Flamengo.

Segundo Tempo

E a história envolvendo a Seleção Brasileira se repete mais uma vez! A cada quatro anos, a seleção se prepara para a Copa do Mundo sendo cobrada não apenas pelos resultados em campo, como também pelo próprio sucesso do país enquanto nação. Na preparação para o Mundial da Rússia, os jogadores lidaram com a responsabilidade de trazer alegria para uma população em estado de quase eterna insatisfação.

Durante a primeira semana de treinos, em Teresópolis, estourou a greve nacional dos caminhoneiros, que trouxe crise de abastecimento de combustível para todo país. Esse sentimento de que a seleção tem a missão de ser um contraponto aos problemas do país é recorrente.

O desencanto dos brasileiros pode ser comprovado em números. Levantamento realizado no mês passado pelo Instituto Paraná de Pesquisas em 26 Estados e no Distrito Federal, revelou que 65% dos entrevistados se mostravam pouco ou nada interessados na Copa e somente 33% disseram ter interesse na competição. Outros 14,5% afirmaram que nem sabiam onde o torneio seria disputado.

Tais estatísticas nos fazem refletir sobre o desprezo pela Copa em uma nação que tratava a seleção como orgulho nacional. Seriam a crise política, a revolta da população com os sucessivos escândalos de corrupção envolvendo políticos que comandaram o país nas últimas décadas e a penúria financeira de grande parcela do povo os fatores responsáveis por essa indiferença?

É claro que esses sentimentos podem mudar ao longo da Copa, mas os preparativos para o Mundial, ou a falta deles, foram sintomáticos. Praticamente não houve a tradicional decoração de ruas e bairros nas centenas de cidades brasileiras Embora seja difícil medir os motivos principais para o desânimo, a humilhante derrota para a Alemanha em casa há quatro anos certamente influencia, assim como a situação do País não inspira o patriotismo de chuteiras.

Imaginem o Brasil ser campeão e os jogadores serem obrigados a levantar a taça ao lado de Michel Temer, o presidente mais impopular do País desde o fim da ditadura? Estariam eles dispostos a desfilar, como em 1994 e 2002, em carros do corpo de Bombeiros em Brasília, em tempos de tanto desprestígio do Planalto, do Congresso, do Supremo Tribunal Federal?

O ideal é que o futebol e a paixão que ele provoca não fossem envolvidos nesse mar de descontentamento e desânimo da população, até porquê, é justamente o futebol uma das poucas atividades que ainda são capazes de gerar alegria e orgulho de boa parte dos brasileiros, em comparação com o restante do mundo. Mas, torna-se quase impossível separar o joio do trigo num momento de calamidade moral e ético, como o que vivemos nos dias atuais!

Caetanópolis é campeã do Regional de Futsal

Após o empate por 3 x 3 na primeira rodada da final do Campeonato Regional de futsal, em Sete Lagoas, a equipe do Caetanópolis aproveitou o apoio de sua torcida para conquistar uma vitória de virada por 8 x 5 e se sagrar campeã da temporada 2018. O jogo foi dramático do princípio ao fim, porém a equipe de Caetanópolis que perdia por 5 x 3, cresceu na reta final e conseguiu a virada por 8 x 5, resultado que lhe garantiu o título do torneio. Para 2019, a expectativa é de que um número recorde de equipes confirme participação no campeonato.

16 equipes confirmaram participação no Campeonato Regional de Amadores

Importante reunião realizada na semana passada, na sede da Liga Eclética Desportiva de Sete Lagoas, entre a presidente da Liga de Sete Lagoas, Lea Dias, o presidente da Liga de Pompeu, Wander Hilton e representantes das equipes filiadas das duas entidades, serviu para definir os detalhes do Campeonato Regional de Amadores, que tem início programado para o terceiro final de semana do mês de julho, logo após o encerramento da Copa do Mundo na Rússia.

Na primeira fase o campeonato será dividido em duas chaves, sendo uma formada pelas equipes de Sete Lagoas e outra pelos times da Liga de Pompeu. Os 4 primeiros colocados de cada chave se classificam para a segunda etapa do certame. As chaves ficaram assim definidas:

Chave de Sete Lagoas – Ideal, Inhaumense, Bangu, Paraopeba, América de Prudente de Morais, União Brejinho, Curitiba e Lagoinha de Funilândia.

Chave de Pompeu – CAP, Cristalino e Avaí de Pompéu; União e Abadia de Martinho Campos; Bom Jesus de Curvelo e outras duas equipes da região de Pompeu que ainda não foram definidas. O Paraiso de Araçai também pretende disputar a competição, mas ainda não se inscreveu de forma oficial.

Por Álvaro Vilaça

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