Línguas parecidas, futebol diferente; análise de como será Brasil e Suiça

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Foto: Web
 

Com esquema versátil, os suíços podem dar trabalho para uma seleção vista como favorita para o título na Rússia 

 

No dia 5 de janeiro ocorreu o sorteio dos grupos para a Copa Mundo na Rússia. No grupo do Brasil, caíram Suíça, Costa Rica e  Sérvia. De início, um grupo chato, mesmo com a seleção brasileira acima das demais, deve encontrar algumas dificuldades. 

A primeira adversária do Brasil tem alguns pontos em comum com nosso país. A Suíça possui uma língua chamada Romanche, um tanto quanto parecida com o português. Porém, dentro de campo, as duas seleções falam línguas diferentes. 

Enquanto o Brasil joga pra frente, buscando sempre marcar gols, Vladimir Petkovic possui um esquema tático defensivo. O 4-1-4-1 é como um canivete suíço, podendo se tornar um 5-4-1 no momento defensivo.  

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Um de seus principais jogadores, Xherdan Shaqiri é perigoso. Baixinho e habilidoso, o ponta-direita joga no Stoke City, clube rebaixado na Premier League. Nascido em Kosovo, Shaqiri acumulou 15 participações em gols na última temporada, sendo um dos principais jogadores de sua equipe. Com a seleção nacional, ele costuma fazer alguns belos gols. 

Outro destaque individual é o meio campista Granit Shaka, que atua no Arsenal. Mesmo com bons números para um meia recuado, acumulando oito assistências e três gols, não teve uma temporada regular, até por problemas na parte tática da equipe londrina comandada por Ársene Wenger.  

Em sua seleção, Petkovic possui alguns bons nomes do futebol mundial, como os acima, conseguindo montar um elenco competitivo. Além dos citados, as duas laterais são muito bem guardadas, assim como o gol, com dois goleiros excelentesBürki e Sommer. 
 

PONTO CHAVE DO JOGO:  

O lado esquerdo do Brasil é extremamente ofensivo, com Neymar e Marcelo, às vezes, também com Coutinho. Se o principal jogador da Suíça jogar por ali, no momento em que Marcelo subir, o que possivelmente acontecerá, é de se abrir os olhos. Sabendo disso, o técnico nascido na Bósnia fará com que suas principais jogadas sejam por esse lado. 

Contra-ponto, o lado esquerdo suíço também ataca bastante, com Embolo ou Zuber por ali, ou até mesmo Ricardo Rodríguez, que também sobe muito, o que pode abrir espaço pelo lado direito do ataque brasileiro, seja com Willian ou Coutinho.  

No jogo contra o Brasil a Áustria veio a campo com cinco defensores, ponto em comum com a nossa primeira adversária na Copa. Tite trabalhou muito a virada de jogo, atraindo as atenções da defesa austríaca para o lado esquerdo brasileiro. Com isso, Willian ficava isolado do outro lado, para usufruir do drible no um-contra-um.  

Essa tática deve ser muito usada contra a Suiça, no dia 17 (domingo) de junho, na estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, na Arena Rostov. 

 Por Mathias Galdi

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