Etanol fica competitivo, mas falta em postos

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Em queda. Posto da região central de Belo Horizonte já reduziu os preços, mas aquém do esperado | Foto: Uarlen Valério

Preço médio em Minas é 66% do valor da gasolina, mas abastecimento é irregular

As longas filas acabaram, mas os efeitos da greve dos caminhoneiros nos postos continuam. Em alguns, ainda falta etanol. Mas onde tem, está valendo mais a pena. Em média, o litro do álcool está custando R$ 2,86 no Estado, 66% dos R$ 4,91 cobrados pela gasolina. Os dados são da pesquisa semanal feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já o levantamento do site Mercado Mineiro mostra que, na capital, o álcool varia entre R$ 2,98 e R$ 3,29.

O presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, explica que o abastecimento ainda não está totalmente normalizado. “As usinas têm muito etanol, mas o transporte depende das distribuidoras”, justifica.

Sobre o aumento de preços do etanol nas bombas, em um momento de safra, quando ele deveria estar mais barato, Campos diz que o momento ainda é de ajustes. “A verdade é que este era para ser o momento de menor preço e maior competitividade da história”, admite Campos.

Já em relação ao diesel, o corte prometido de R$ 0,46 ainda não aconteceu. Antes da greve, um posto da Shell, na região Centro-Sul, estava vendendo o diesel por R$ 3,65. Durante a paralisação, subiu para R$ 3,99 e, agora, voltou para R$ 3,65, uma queda de R$ 0,34. Em outro, da BR, caiu de R$ 3,79 para R$ 3,49, redução de R$ 0,30.

A explicação para um repasse menor do que o esperado é a mesma: as distribuidoras ainda não repassaram. Pela portaria do governo, o diesel já tinha que estar custando R$ 0,46 a menos desde 1º de junho. O Minaspetro, que representa os postos em Minas Gerais, explica que os revendedores estão cumprindo a portaria. O sindicato entende que ela determina o repasse integral e imediato de qualquer desconto que venha da distribuidora, mas não especifica que tem que ser R$ 0,46.

A Plural, que representa as maiores distribuidoras de combustíveis do país, afirmou que faltou transparência do governo federal ao anunciar o desconto, que, na prática, é de R$ 0,41 e só chegará a R$ 0,46 se o cálculo do ICMS sobre o produto for reduzido, o que depende de cada Estado.

O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis) Paulo Miranda, afirma que nos postos Shell, Ipiranga e BR, o desconto já chegou. “As regionais ainda não repassaram e já avisamos à ANP”, destaca. A agência é responsável pela fiscalização e pelas multas.

Da redação, com O Tempo

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