O Clássico

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Reprodução da Internet

Os problemas extracampo continuam sendo o principal destaque nos clássicos entre Atlético e Cruzeiro. O problema parece estar cada vez mais longe de uma solução e falta bom senso para todas as partes envolvidas.

Acomodada em um camarote diferente do que geralmente fica no estádio, a diretoria do Cruzeiro reclamou da hostilidade que teve de passar, em função de ter ficado no meio de dois camarotes em que estavam integrantes de uma torcida organizada atleticana. Durante o intervalo, membros da Polícia Militar foram chamados ao local para conter os ânimos.

Depois de o Cruzeiro publicar uma nota no site oficial definindo o ocorrido no Horto como “atitude covarde”, o Atlético rebateu a declaração em sua página na internet. Segundo a nota, “covardes” são os que acobertaram os torcedores que agrediram o meio-campo Luan após o jogo da decisão do Campeonato Mineiro, no dia 8 de abril, no Mineirão.

Na ocasião citada pelo Galo, dois torcedores do Cruzeiro teriam empurrado o jogador do Atlético após o término da decisão do Campeonato Estadual, ainda no gramado.

As críticas de Itair Machado ao presidente Sérgio Sette Câmara também foram rebatidas na nota publicada pelo alvinegro. Ainda no estádio, o Galo afirmou que o local diferente do habitual para o camarote do Cruzeiro foi devido a pedido do clube celeste, pois o espaço solicitado foi de 18 lugares e o único compatível era o mais próximo dos torcedores.

No fim das contas, ninguém saiu ganhando com os problemas nos dois últimos jogos. O bom senso segue perdendo para a falta de equilíbrio e respeito entre as partes.

Agora fica a apreensão para o jogo do returno do Campeonato Brasileiro, marcado para setembro, no Mineirão, com mando de campo do Cruzeiro. Se as duas diretorias não colocarem um ponto final nesta guerra de bastidores e encerrar de uma vez por todas as provocações infantis e irresponsáveis, problemas mais sérios poderão acontecer daqui pra frente.

Parece que os diretores também não entenderam que o desequilíbrio deles sempre é transferido para as arquibancadas e locais públicos, fato que sempre contribui para o aumento da violência entre torcidas rivais. Lamentável!

Nota zero para as duas diretorias!

Por Álvaro Vilaça

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