Minas lança campanha de Carnaval para reforçar importância do uso de preservativo

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Manter da saúde é importante durante todo o ano. Em fevereiro, mês do Carnaval, no entanto, é importante reforçar alguns cuidados especiais. Com essa finalidade, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou a campanha “A Folia Fica Completa Com Camisinha”.

A coordenadora do Programa de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Aids e Hepatites Virais da SES-MG, Jordana Costa, explica que o objetivo é focar na prevenção combinada das ISTs oferecendo informações adequadas, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce. “É fundamental conscientizar os foliões acerca da prevenção, com orientações para toda a população e distribuição de preservativos”, diz.

A campanha será veiculada em todo o estado de Minas a partir desta terça-feira e terá como público prioritário os homens e mulheres acima de 14 anos.

Serão distribuídas, para as 28 Regionais de Saúde do Estado, 7.126.704 unidades de preservativos masculinos. “Além disso, recebemos um quantitativo de 191.000 unidades de camisinhas de serviços parceiros, totalizando 7.317.704 preservativos masculinos, que serão distribuídos em todo o estado de Minas Gerais”, afirma Jordana Costa.

HIV em Minas

Em Minas Gerais, entre 2010 a 2018 (até o momento), foram notificados 30.276 casos de HIV/Aids. A maior concentração de casos de HIV/Aids no estado está na faixa etária de 20 a 34 anos. Essa predominância na faixa etária mais jovem está ligada a diversos fatores, entre eles a baixa idade das primeiras relações sexuais, a variabilidade de parceiros, a falta de prevenção e o uso de drogas ilícitas.

hiv

Crescimento da sífilis

Considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a sífilis vem avançando não só em Minas Gerais como em todo o país. Esse crescente aumento pode ser atribuído a alguns fatores, dentre eles a redução do uso de preservativos femininos e masculinos nas relações sexuais e a resistência de alguns profissionais de saúde em administrar a penicilina benzeatina.

“É importante ressaltar que uma pessoa infectada pode permanecer sem sintomas por muitos anos, transmitindo a doença durante todo esse tempo, o que dificulta o diagnóstico precoce,”, pontua Jordana Costa.

sifilisSífilis adquirida e sífilis congênita

A sífilis adquirida é uma infecção que possui três estágios. É caracterizada conforme seu poder de infecção e o tempo de exposição ao organismo. A sífilis primária apresenta úlcera no local de entrada da bactéria, que pode ocorrer no pênis, na vagina, no ânus e na boca. Esse estágio é indolor e pode durar de 2 a 6 semanas.

Já na fase secundária, os sinais e sintomas surgem entre 6 semanas e 6 meses após a infecção e duram em média de 4 a 12 semanas. Podem ocorrer erupções cutâneas, queda de cabelo, febre, mal estar e dor de cabeça.

A sífilis terciária ocorre após o não tratamento da doença, podendo ocorrer de 2 a 40 anos após o início da infecção e pode acometer o sistema nervoso central, causando a neurossífilis.

A outra apresentação da doença, a sífilis congênita, é caracterizada pela passagem da bactéria da gestante infectada ao bebê, podendo ocasionar o nascimento prematuro do bebê, baixo peso ao nascer, sofrimento respiratório, pneumonia, icterícia, anemia, má formação óssea, surdez neurológica e pode levar à óbito.

O tratamento da doença é bem simples, tendo como medicação preferencial a penicilina, em doses variadas e dura, em média, de 7 a 14 dias.

Da Redação, com Itatiaia

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