Apresentado, Erik cita raízes, visa sequência de jogos e garante: ‘Estou no Atlético em busca de títulos’

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Foto: Web

Atacante de 23 anos chega ao clube alvinegro por empréstimo de um ano

A busca do Atlético por atacantes de velocidade – carência detectada no elenco de 2017 – resultou na contratação de Erik, emprestado pelo Palmeiras até o final de 2018. Apresentado na tarde desta terça-feira, na Cidade do Galo, o jovem de 23 anos garantiu que escolheu o clube alvinegro para buscar títulos.

Tive um grande destaque no Goiás, trabalhei com o (Alexandre) Gallo na Seleção Brasileira, passei por todos os processos de categorias de base, cheguei ao profissional. Sempre tive em mente a conquista de títulos. Fui para o Palmeiras, realizei um grande sonho, que foi ser campeão brasileiro. Hoje, estou aqui no Atlético em busca de novos títulos”, disse.
E os tempos de Goiás foram citados novamente na entrevista coletiva de apresentação. Erik foi formado nas categorias de base do clube esmeraldino e, já no profissional, viveu bons momentos justamente contra o Atlético.
“O Atlético foi um dos clubes em que já fiz dois gols na carreira, tanto no Serra Dourada quanto no Independência. Espero fazer desse lado de cá agora”, bricou o novo atacante do Atlético.
Na 22ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2014, Erik balançou as redes na derrota do Goiás por 3 a 2 para o Atlético, no Serra Dourada. No ano seguinte, o atacante fez o primeiro do time visitante no empate por 2 a 2, no Independência, pela 36ª rodada da Série A.
Além de títulos, Erik busca uma sequência de jogos no novo clube. Afinal, o atacante atuou apenas 14 vezes pelo Palmeiras na última temporada.
“Todo atleta depende de uma sequência. Você constrói isso no dia a dia. Futebol tem que ter uma sequência. Quero atuar e fazer o meu melhor”, disse Erik, que se colocou à disposição para atuar tanto pelas pontas, quanto como centroavante.
Raízes
Falar sobre os tempos de Goiás não foi o máximo que Erik resgatou na memória durante a entrevista coletiva desta terça-feira. Natural de Novo Repartimento, cidade do interior do Pará, o atacante relembrou a infância, período em que viveu nos arredores de tribos indígenas.
“Meu pai largou tudo que tinha para acreditar no sonho do filho. Deu tudo certo. Foi uma infância que me fez crescer muito. Consegui me tornar um atleta profissional, sou grato a meu pai e minha mãe. Eu morava em um local onde não existia futebol. Se tivesse mais de 20 habitantes era muito. Imagina crescer nesse lugar, viver da lavoura, não foi uma infância fácil”, relembrou.
Erik foi com o pai até Goiânia realizar testes – e por lá ficou. Passou pelas divisões de base do Goiás e chegou à Seleção Brasileira. Na Granja Comary, conheceu Alexandre Gallo, atual diretor de futebol do Atlético. Anos depois, os dois se reencontram no clube mineiro.

 

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