Vivendo para servir

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Trago na lembrança frases ditas pelo meu pai quando eu era criança, e uma delas deveria fazer parte da nossa cartilha diária: Quem não vive para servir, não ser para viver.

É gratificante para os filhos saber que a vida dos pais deixou um legado.

Veja a história abaixo:

Em 07/08/1926, nasceu em Inhaúma Ivo Martins dos Santos.

Filho de Joaquim e Umbelina era o filho caçula de sete irmãos.

Ivo ficou órfão muito cedo e nem conheceu os pais.

Aos 14 anos já trabalhava em uma Padaria na cidade de Corinto.

Para alçar voos mais altos, concluiu o Curso profissionalizante de Torneiro e mudou-se para Sete Lagoas, para trabalhar na Rede Ferroviária.

Mesmo tendo sofrido um acidente no qual perdeu o dedo anelar trabalhando na Padaria, Ivo prestou Serviço Militar (Tiro de Guerra).

Como quem vai à busca de um sonho, Ivo comprou na Rua Policena Mascarenhas em 1958 o seu primeiro restaurante “Copacabana”.

O sangue comercial circulava nas veias de Ivo que foi proprietário do Restaurante São Pedro e Saara Lanches na mesma rua.

Após encerrar as atividades do Restaurante São Pedro, no mesmo local veio a Mercearia Pague Pouco.

Mas Ivo tinha no sangue o tino comercial, frente a frente com o cliente.

E voltando no tempo em Sete Lagoas central, quem se recorda na Emílio de Vasconcelos do Camafeu Drink?

E na orla da Lagoa Paulino do Petiscão?

O antigo Mercadinho da Boa Vista na Randolfo Simões tinha um Boteco do Ivo.

Uma novidade na área central da cidade foi à chegada à Praça Dom Carmelo Mota do Bar com Fliperama da Bola Preta.

Ivo esteve nos pontos estratégicos para servir bem o seu cliente.

No Ki Bacana Lanches situado a Rua Senhor dos Passos, na pintura destacava um homem com a garrafa na mão rodeado de estrelinhas com a frase: Quem não bebe, não vê o mundo girar.

Na Benedito Valadares com Paulo Frontin o Ivinhos Bar, foi a despedida do Sô Ivo.

Há 10 anos, em 09/01/08 ele deixou a esposa Anita Lanza e oito filhos, sendo a caçula já falecida.

Sô Ivo viveu para servir.

 

Até a semana que em se Deus quiser, e Ele há de querer.

Por Arnaldo Martins

Cebolinha

Colaborador Academia

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