Análise: Galo mostra, mais uma vez, sua melhor característica, o poder de reação

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Decisivo: Robinho fez os dois gols do Atlético-MG na Arena Fonte Nova (Foto: Agência Estado)

Apoiados em Robinho e Luan, que foram decisivos mais uma vez, Galo reage após levar virada e volta com ponto importante de Salvador

Em meio a tantos desfalques para o jogo contra o Bahia (12 no total), o Atlético-MG precisou mostrar, mais uma vez, poder de superação para buscar um bom resultado fora de casa. Dono de cinco viradas no Campeonato Brasileiro, líder no quesito, o Galo não conseguiu completar a reação na Arena Fonte Nova, mas após levar a virada do Tricolor, mostrou reação para empatar o jogo em 2 a 2, em Salvador.

Tirando os 20 minutos após o intervalo, quando o Bahia conseguiu a virada, o Galo controlou as ações na maior parte do tempo, principalmente na primeira etapa. Victor não precisou fazer nenhuma grande defesa, a não ser em jogadas de bola aérea, que o time baiano insistiu bastante durante os primeiros 45 minutos.

O gol muito cedo foi um fator fundamental no jogo, pois deu tranquilidade para o Atlético-MG, que vinha sendo bastante pressionado. Mesmo recuado, o time jogou bem. Quando levou a virada, não se abateu e foi para cima. Com a consciência que precisava atacar, sem deixar espaços para o contragope do Bahia, o Galo jogou com inteligência e se apoiou em dois jogadores que tiveram viradas no ano para buscar o ponto fora: Luan e Robinho.

Depois de uma má fase grande, Robinho cresceu com a chegada de Oswaldo de Oliveira. O camisa 7 chegou a amargar um jejum de mais de 20 partidas antes da troca de técnico. Desde então já são seis gols, o último deles um golaço, que deu o empate ao Atlético-MG. O bonito gol veio com uma assistência precisa de Luan, que ainda busca recuperar a parte física. O Maluquinho entrou pelo segundo jogo seguido e foi decisivo.

Com 12 desfalques, sendo cinco do time titular, Oswaldo de Oliveira precisou contar com improvisações para ter chances de pontuar fora. Bremer, improvisado na lateral direita, e Roger Bernardo, que jogou como zagueiro, não foram destaques positivos do Atlético-MG, mas cumpriram bem seus papéis taticamente. Matheus Mancini, que jogou em sua posição de origem, foi melhor, assim como o volante Yago.

Com 46 pontos e na 10ª posição, o Atlético-MG diminuiu a distância para o G-7 para quatro pontos. De Salvador, o time segue direto para o Rio de Janeiro, onde na quarta-feira enfrenta o Vasco, mais um concorrente direto na classificação. Lá, ganhará os reforços de Fred, Adilson, Leonardo Silva e Marcos Rocha, que desfalcaram o time no domingo e voltam agora.

Da Redação, com globoesporte.com

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