GUARDA SANTA IZABEL COMEMORA 50 ANOS DE EXISTÊNCIA

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Uma mistura de canto, dança e fé, os ritmos tradicionais do congado carregam uma história “bonita, porém marcada por dor e sangue,” definição dada pelo presidente do Grupo Santa Izabel, José Roberto de Souza.

Uma herança afrodescendente, que vem do sincretismo religioso e da mística espiritual enraizando no seio mineiro como influente manifestação cultural.

De acordo com a história, ‘nada’ era favorável ao congado, nem mesmo a igreja, devido a imposição do catolicismo como religião predominante no Brasil, “é uma história de resistência, por isso não podemos desistir,”classificou José.

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José Roberto de Souza é presidente da guarda/Foto: Giovani Cruz

A cidade contém aproximadamente 24 grupos, um deles é a Guarda de Congo Santa Izabel, prestes a completar 50 anos, fundada em 1967, surgiu no bairro Industrial, Antonio Pereira da Cruz morador do bairro, trouxe o Congado para a região.

Durante esse período, gerações diversas a mantiveram de pé, trazendo consigo as tradições e adequando-as à realidade de cada época, segundo o presidente, a chegada de novos membros é muito importante, “a juventude garante a continuidade da cultura, a sobrevivência do congado depende da juventude, ações em conjunto com as lideranças dos grupos, a própria associação dos congadeiros, com apoio da secretaria de cultura permitem a continuidade do trabalho.”

A evolução e crescimento das cidades, tendenciam o novas descobertas, gostos e hábitos, contudo a realidade de Sete Lagoas é outra para José, “toda cidade quando ela cresce muito, corre o risco de engolir  sua cultura, principalmente a cultura popular, aqui felizmente isso não aconteceu, às vezes saem uns quando chegam à adolescência, mas se de dez ficarem três ta bom.” Comentou.

A Guarda Santa Izabel, possui aproximadamente quarenta membros e é regida por Wilson de Paula Moreira, o Popó, tem como primeiro capitão Silvestre Joel dos Santos, o segundo é Diego Augusto de Souza, o capitão embaixador é  Claudio Ferreira.

Valorização

Walter Mesquita lançará em breve um documentário que retrata o Congado e suas manifestações/Foto extraída de rede social
Walter Mesquita lançará em breve um documentário que retrata o Congado e suas manifestações/Foto extraída de rede social

Walter Mesquita é jornalista, fotógrafo e documentarista, carioca que se apaixonou pela cultura mineira, através do congado, Walter está há 9 anos, pesquisando para construir um documentário, envolvendo também a folia de reis, levando às terras cariocas, a parte da cultura afro, que não é tão conhecida por lá, o amor e a paixão empregados pelos ‘marinheiros’ ao congado chamou a atenção do jornalista e a proposta é expandir: “não ficar só no Rio, mas levar ao mundo inteiro para valorizar ainda mais a cultura mineira.”

Programação

Todos os dias está sendo rezado o terço em honra à Nossa Senhora do Rosário, na sede do grupo, que fica na rua Rio Pará, 716, Industrial, às 19h, nesta quinta-feira, 7, haverá uma missa em homenagem aos ‘herdeiros da guarda’, aqueles que de alguma forma contribuíram para a formação do grupo e seus familiares.

No sábado, 8, acontecerá o hasteamento da bandeira saindo da rua Cidade Ibarra, 165, Industrial, seguindo para a sede.

O momento principal, acontece no domingo, 10, com a recepção de aproximadamente 20 grupos de congo e moçambique, com café da manhã, almoço, missa e procissão, à partir das 9h.

A diretoria e seus membros convidam deixam o convite à toda a comunidade da região.

Por Aline Teixeira

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