VOCÊ SABE O QUE É “BALEIA AZUL”?

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Você já ouviu falar no jogo “Baleia Azul”? Ele surgiu na Rússia, mas se espalhou rápido pelo mundo. No Brasil, há suspeita de pelo menos três casos de pessoas que aceitaram o desafio e cumpriram as regras até o fim. Em Mato Grosso, uma menina foi encontrada morta numa represa com mutilação nas mãos. Em Minas Gerais, um garoto morreu de overdose, porque consumiu remédios depois de publicar comentários no WhatsApp sobre o novo jogo. E, por fim, o terceiro Estado que se tornou um tabuleiro para esse infeliz jogo foi a Paraíba – a polícia está investigando uma turma inteira de alunos que praticaram automutilação estimulada pelo “Baleia Azul”.

Para quem não sabe, o jogo impõe 50 desafios. O público-alvo, segundo a Polícia Federal, são crianças entre 11 e 17 anos. Elas são atraídas principalmente pelo Facebook e por grupos fechados no WhatsApp. O mal é rápido e competente.

Os administradores do jogo conseguem informações sobre o gosto de cada participante e suas preferências. Com isso, eles procuram intimidar as crianças e adolescentes com ameaças: caso elas não terminem a “partida” do jogo, estarão colocando seus parentes e amigos em risco de morte.

Os desafios são coisas, como:

– Assistir a filmes de terror por horas

– Sair de casa de madrugada

– Mutilar os braços e pernas

– Ouvir músicas depressivas

– Adoecer

O problema maior é a última tarefa: o suicídio.

O nome “Baleia Azul” não é por acaso.

As baleias são conhecidas por comportamento suicida ao forçarem seu corpo a encalhar na praia. Uma boa explicação sobre isso é que, quando uma baleia está doente, busca segurança em águas rasas e tranquilas, mas as outras baleias a seguem e acabam ficando encalhadas também.

O jogo começou e ganhou fama em 2015, quando uma jovem de 15 anos tirou a própria vida. Poucos dias depois, houve outro registro: desta vez a garota tinha 14 anos e era da cidade de Ussuriysk. A polícia investigou os casos e descobriu que havia relação com o jogo. Depois disso, mais de 130 suicídios ocorreram na Rússia, entre novembro de 2015 e abril de 2016.

Segundo os investigadores, quase todos os casos foram influenciados através da internet.

Veja algumas dicas para proteger seu filho dessas e outras ameaças cibernéticas:

  1. Converse com seu filho e seja confidente dele.
  2. Seja sensível para ver os comportamentos estranhos, como tristeza, isolamento, preferência por músicas depressivas…
  3. Preste atenção para ver se seu filho tem marcas nos braços e pernas – ele pode estar se mutilando sem você saber.
  4. Há tempo para tudo. Evite que seus filhos fiquem expostos até altas horas na internet e assistindo a filmes na televisão pela madrugada.
  5. Não deixe que ele fique até muito tarde na rua e perceba se ele estiver saindo de madrugada.
  6. Seja discreto ao observar todas essas coisas, mas não seja omisso. Esteja conectado à rede social do seu filho e, se não for possível, peça a um parente que faça isso.
  7. Coloque o computador numa área visível da casa.
  8. Se você bloquear alguma página, explica a razão para isso acontecer.
  9. Evitar expor informações dados pessoais na internet.
  10. Evite expor, na internet, os locais que frequenta.
  11. Não adicione pessoas desconhecidas e oriente seu filho a fazer o mesmo.

Com a popularização da internet, esses jogos viraram moda entre os adolescentes.

Basta lembrar do desafio do sal e gelo, jogo da asfixia e o jogo da fada. Os adolescentes ainda estão em fase de descoberta, por isso são tão frágeis. Aproveitando a carência emocional de muitos, os administradores conseguem controlar suas vítimas.

A primeira mensagem que eles recebem é algo como:

“Desenhe uma baleia com estilete no braço, depois tire uma foto quando estiver sangrando e me envie. Você, seus amigos e sua família correm perigo, espero que você salve a eles. Dez minutos para a conclusão, fico no aguardo.”

É muito importante que os grupos sejam denunciados nas redes sociais.

Portanto, se você ver fotos, mensagens estranhas e suspeitar que alguém esteja jogando “Baleia Azul”, não ignore, denuncie – o próprio Facebook possui uma ferramenta para isso.

A participação das escolas no combate ao suicídio também é muito importante. Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta serviço para quem precisa de ajuda – basta discar 141.

Fonte: vejadicas.net

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